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Netflix. Menos lucro, mais assinantes e muito marketing

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Getty

Apesar dos lucros da empresa terem caído, os novos assinantes levaram as ações para um máximo histórico.

Os novos 4,9 milhões de novos subscritores do serviço Netflix, conquistados no primeiro trimestre do ano, elevaram para 62,3 milhões de utilizadores do serviço de streaming, de acordo com o "Financial Times". 

A notícia fez as ações da empresa subirem 11% na negociação fora de horas da Bolsa de Nova Iorque, a um valor de 475 dólares, o que é um máximo histórico. Esta quinta-feira, na negociação pré-mercado, várias empresas estão a subir os seus preços-alvo. 

Os resultados, que superaram as expectativas da empresa, dividem-se em 2,3 milhões de novos utilizadores no mercado americano mais 2,6 milhões no internacional. Estes números fizeram com que a empresa tivesse a quarta maior subida do índice da Standard & Poor's 500.

Apesar disto, o lucro caiu de 53,1 milhões para 23,7 milhões de dólares (22,3 milhões de euros) no primeiro trimestre deste ano, que a Netflix justifica com a valorização da moeda norte-americana.

Para os analistas da agência de notícias Bloomberg, este aumento de utilizadores deve-se a uma estratégia de marketing. "No ano passado, 12% das receitas foram gastas em marketing, logo é natural que haja mais utilizadores", diz Cory Johnson.

Uma sondagem feita pela Bloomberg, em colaboração com a ClearVoice Research, a um universo de 2000 utilizadores indica que na base do sucesso da Netflix está o facto de os consumidores já a preferirem em detrimento da TV. "Achamos provável que a Netflix chegue aos 180 milhões de assinantes globais até 2020 (mais 60 milhões em os EUA)", explica Barton Crockett, analista da Bloomberg.

A netflix é um serviço de streaming de filmes e séries com pacotes a partir dos 8$.