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Não uma, mas duas greves vão afetar os autocarros do Porto

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A STCP terá um défice de 150 motoristas, fazendo com que na troca de serviço nem sempre haja substitutos e a jornada de trabalho se prolongue por 14 horas

DR

Trabalhadores da STCP marcam greves em dois formatos para maio, por causa da falta de motoristas

Os trabalhadores da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) decidiram esta terça-feira, em plenário, realizar duas greves em maio.

Uma das paralisações será por 24 horas e será marcada na segunda semana de maio. A outra será por tempo indeterminado e afetará a circulação aos fins de semana e às primeiras horas das rendições dos motoristas.

Segundo o coordenador da Comissão de Trabalhadores da empresa, Pedro Silva,  as "formas de luta" foram aprovadas por unanimidade e têm como objetivo "alertar para a falta gritante" de motoristas.

Défice de motoristas

A STCP terá um défice de 150 motoristas, fazendo com que, na troca de serviço nem sempre haja substitutos. A situação leva a que o motorista seja forçado "a continuar a jornada de trabalho", que pode ser prolongada por 14 horas. Por isso, estas greves "servem para proteger os trabalhadores e o seu descanso previsto na lei", diz Pedro Silva.

A falta de motoristas "traduz-se em menos autocarros nas ruas" e tem acentuado "o descontentamento dos utentes, colocando em causa a segurança dos motoristas que têm sido alvo de agressões físicas e verbais".

Além da realização de greves, o plenário aprovou uma moção exigindo ao Governo que autorize a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto contratar com "carácter urgente" motoristas em número suficiente para suprir o défice existente.