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"Não houve nenhum golpe de Estado no BES"

José Maria Ricciardi diz que quando propôs um novo modelo de governação para o GES estava a querer resolver os problemas e não a fazer um golpe de Estado, como foi publicado na imprensa. 

Anabela Campos e Isabel Vicente

Ricciardi, ouvido esta terça-feira na comissão parlamentar de inquérito ao BES, diz que quando na reunião do conselho superior do GES de 6 de novembro de 2013 questionou a liderança de Ricardo Salgado e propôs uma alteração do modelo de governação do grupo que controla o BES, estava a querer estancar os problemas. "Fui inicialmente apoiado por seis nove membros do conselho superior (CS), mas depois fui traído", defende.

"Acabei por recuar", acrescenta Ricciardi. E explica que fê-lo em nome da estabilidade do grupo. Mais tarde, quando viu que não havia nenhum processo de reestruturação, voltou à posição inicial. "Só não fiz publicamente porque estava a ser preparado um aumento de capital do BES", disse.

"Não houve nenhum golpe de Estado no BES", assegurou, referindo um artigo publicado num jornal no dia a seguir à reunião do CS, onde contestou o papel do primo Ricardo Salgado na liderança do grupo da família Espírito Santo.