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"Não é aceitável que uma instituição financeira diga uma coisa e depois afinal diga que não era o que queria dizer"

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Foi emocionado que Carlos Tavares falou sobre os detentores de papel comercial do GES. Insiste que o Novo Banco deve pagar. E que a palavra dada deve ser mantida

Carlos Tavares exaltou-se hoje ao falar dos detentores de papel comercial do GES e insiste que o Novo Banco deve pagar. "Não é aceitável que uma instituição financeira diga uma coisa e depois afinal diga que não era o que queria dizer", afirmou o presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. Isto porque desde o início que foi assumido que a responsabilidade pelo reembolso cabia ao Novo Banco, o que foi alterado posteriormente por decisão do Banco de Portugal. Tavares afirmou aos deputados no Parlamento que leu uma a uma as reclamações que chegaram à CMVM. E emocionou-se, frisando o caso de um cliente com 95 anos. Voltou a dizer que "não é viável ver caso a caso" e que não há forma de distinguir os clientes detentores de papel comercial do GES. E Carlos Tavares insiste que a única solução é o Novo Banco assumir o seu reembolso. Até porque não é bom que o banco seja vendido "com este problema às costas".