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"Não dei instruções para ocultar a dívida da ESI", diz Salgado contrariando o contabilista

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FOTO Luis Barra

Ricardo Salgado continua a assegurar que não deu instruções para manipular a dívida da holding do Grupo Espírito Santo, entrando em contradição com o contabilista da ESI. Salgado sublinha que Machado da Cruz não era apenas contabilista, era também administrador da Rioforte e do conselho fiscal do BESA até 2012. 

Anabela Campos e Isabel Vicente

"A minha opinião é sempre a mesma. Não dei instruções para a ocultação da dívida da Espírito Santo International (ESI). Sabiamos que a ESI não tinha contabilidade organizada e auditada e isso era uma debilidade", diz na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do caso BES/GES. Uma afirmação que contradiz o depoimento do contabilista da ESI, Francisco Machado da Cuz, na CPI onde este disse que a decisão de manipular as contas da Espírito Santo International foi de Ricardo Salgado.

"Machado da Cruz prestou bons serviços ao grupo", reafirmou Salgado. E prosseguiu: "Não vou comentar o que disse Machado da Cruz, já ouvi cinco versões" do que terá dito na CPI. Mas, fez questão de lembrar, "Machado da Cruz não era apenas o contabilista da ESI, era administrador da Rioforte" tinha funções na área do imobiliário em Miami, e "era membro do conselho fiscal do BESA até ao final de 2012". 

As contas da ESI, cuja sede era no Luxemburgo, passaram a ocultar prejuízos a partir de 2008.  

"Isso é um absurdo", foi a resposta de Ricardo Salgado, quando questionado sobre se terá mandado Machado da Cruz sair do país. "Não pedi ao Machado da Cruz para sair do país. Isso é um absurdo. Ele tinha residência na Suíça e nos EUA, não em Portugal", afirmou.