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"Não admito que minhas afirmações sejam distorcidas", diz presidente da AdC

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Manuel Sebastião disse que as suas afirmações acerca dos combustíveis foram "distorcidas e aproveitadas para confundir o mercado e os consumidores em benefício de interesses próprios".

O presidente da Autoridade da Concorrência, Manuel Sebastião afirmou hoje à Lusa não admitir que as suas "afirmações sejam distorcidas e aproveitadas para confundir o mercado e os consumidores em benefício de interesses próprios" na sequência de um comunicado da ANAREC.

 

A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) disse hoje em comunicado que as recentes afirmações de Manuel Sebastião à imprensa dão "razão às suas críticas" quanto à qualidade dos combustíveis à venda nas grandes superfícies.  

 

"Não admito que as minhas afirmações, enquanto presidente da Autoridade da Concorrência, sejam distorcidas e aproveitadas para confundir o mercado e os consumidores em benefício de interesses próprios", disse Manuel Sebastião, reiterando que os combustíveis em causa "cumprem todos os requisitos técnicos".



Queixa-crime contra ANAREC

 

Em Abril, o presidente da ANAREC, Virgílio Constantino, tinha afirmado em declarações à agência Lusa que os combustíveis à venda nos hipermercados estão "tecnologicamente ultrapassados há décadas e desfasados das exigências tecnológicas dos motores fabricados hoje". Em reacção, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição apresentou uma queixa-crime contra o presidente da ANAREC.  

 

No comunicado de hoje, a ANAREC "congratula-se por esta entidade [AdC] vir a terreno dar razão às suas críticas", referindo-se a declarações de Manuel Sebastião na passada semana que, segundo a associação de revendedores, disse que os postos de abastecimento dos hipermercados praticam preços em média 10 cêntimos mais baratos, pelo facto de venderem produtos mais simples.

 

A AdC diz, em comunicado, que nunca fez afirmações "nem qualquer apreciação valorativa" sobre os combustíveis à venda em postos de abastecimento, grandes superfícies comerciais ou quaisquer outros. 

 

"O presidente da AdC repudia quaisquer aproveitamentos que possam ser feitos das suas afirmações, com intenções pouco claras, acima das quais a AdC se coloca, e que apenas contribuem para confundir o mercado e os consumidores", acrescenta o comunicado do regulador. 

 

Em declarações à agência Lusa, Manuel Sebastião afirmou que "a AdC tem por missão assegurar a aplicação das regras de concorrência em Portugal (...) dentro da mais completa independência e equidistância em relação aos interesses particulares dos agentes do mercado".