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Na União Europeia as mulheres ainda ganham menos 16% do que os homens

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O gabinete de estatísticas europeu refere que Portugal é um dos nove países comunitários onde a diferença salarial mais se acentuou nos últimos anos

FernandoVeludo/NFactos

Em Portugal a diferença é de 13%, mas tem-se agravado desde 2008 e merece referência por esse facto por parte do Eurostat, que hoje divulgou estes dados.

A três dias do mundo registar a passagem de mais um Dia Internacional da Mulher, o Eurostat apresentou esta quinta-feira números que evidenciam o que ainda separa os dois sexos no mercado de trabalho europeu: na União Europeia, as mulheres ganham menos 16% do que os homens; e se dois em cada três quadros são do sexo masculino, dois em cada três empregados de escritório são do sexo feminino.

Os dados, relativos a 2013, revelam que a diferença salarial na UE desceu ligeiramente desde 2008, de 17,3% para 16%. Em Portugal, a diferença salarial fica abaixo da média europeia, nos 13%, mas tem-se agravado nos últimos cinco anos, já que em 2008 era de 9,3%. O gabinete de estatísticas europeu refere mesmo que Portugal é um dos nove países comunitários onde esta diferença se acentuou nos últimos anos.

"A diferença entre homens e mulheres no mercado de trabalho não se refere apenas a salários, mas também à correlação entre cada um dos sexos e o tipo de profissões que exercem. Apesar de as mulheres representarem 46% dos efetivos, estão subrepresentadas entre os diretores, quadros e gerentes", sublinha o Eurostat, referindo que a presença feminina nestas categorias estava limitada a um terço do total.

Em Portugal, a presença de mulheres no mercado de trabalho atinge os 49%, mas a sua percentagem entre quadros, diretores e gerentes fica-se nos 34%.

Ainda em 2013, uma mulher em cada três trabalhava a tempo parcial, enquanto nos homens a percentagem desce para os 8,1%.

Por países, a Estónia é o local onde a diferença salarial entre homens e mulheres assume maior expressão, atingindo os 29,9%, mas Áustria e Alemanha também registam diferenças significativas, de 23% e 21,6%, respetivamente. No lado oposto, a Eslovenia é o país onde esta diferença assume menor expressão, registada em 3,2%.

Comparativamente a 2008, a Lituania é o país que regista uma maior aproximação dos salários entre os dois sexos, já que a diferença entre homens e mulheres caiu de 21,6% para 13,3%.