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Mosqueira do Amaral: "A doença do meu pai afastou progressivamente a nossa família do centro do poder"

Pedro Mosqueira do Amaral disse aos deputados que apenas desempenhou funções não executivas no BES e noutras empresas do GES. E que Ricardo Salgado deu a informação que o contabilista falsificou as contas

Sónia M. Lourenço

Pedro Mosqueira do Amaral disse aos deputados da comissão parlamentar de inquérito ao caso BES que o seu pai, devido a doença, "viu-se forçado a abandonar funções de administração no BES em 2008 e gradual e paulatinamente noutras empresas do grupo". O pai, Mário Mosqueira do Amaral, falecido em março de 2014, era um alugo histórico da família Espírito Santo, fazendo parta do conselho superior do grupo, onde estavam representados os vários ramos da família.

Depois, em 2008, fui nomeado administrador não executivo do BES" e noutras empresas do GES, onde "desempenhei sempre funções não executivas". As funções executivas eram desempenhadas Apenas na Alemanha, na BES Beteiligungs GmBH, hoje detida a 100% pelo Novo Banco. desde 2011 também faixa parte do conselho superior, acompanhando o pai.

"A doença do meu pai afastou progressivamente a nossa família do centro do poder", afirmou, dizendo que "tinha de acreditar nos números  que me eram apresentados porque não estava no dia a dia operacional do grupo".

Pedro Mosqueira do Amaral adiantou ainda que "fiquei assustado" depois de "Ricardo Salgado vir a confirmar a falsificação das contas da ESI pelo contabilista", o que aconteceu no final de outubro de 2013, segundo disse. "A informação que recebi foi que o Dr. Machado da Cruz falsificou as contas", precisou mais tarde.

Questionado pelos deputados dobre o contágio do buraco na Espírito Santo International - holding de topo do grupo - ao Bes, Acrescentou ainda que "sempre acreditei no ring fencing do banco em relação ao grupo" Espírito  Santo.