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Morais Pires "não apoiava manifestações públicas das autoridades portuguesas no conforto à população sobre situação do BES"

José Caria

Ex-responsável financeiro do BES expressou os seus receios na reunião do conselho de administração do banco de 11 de julho. Ata da reunião seguiu para o Banco de Portugal.

Sónia M. Lourenço

"Não apoiava em consciência as manifestações públicas das autoridades portuguesas no conforto que davam à população relativamente à situação do BES" a partir do dia 11 de julho, disse Amílcar Morais Pires, ex-responsável financeiro do BES, na comissão parlamentar de inquérito.

Morais Pires diz que expressou esses alertas na reunião do conselho de administração do banco de 11 de julho, posição que ficou expressa em ata, e foi acompanhado nesta posição por outros administradores, disse aos deputados, citando a ata em causa.

"Alertei de forma inequívoca que o banco estava em situação de stress e ia encostar rapidamente à ELA", o mecanismo de emergência do Banco Central Europeu.

Morais Pires disse ainda que esta posição foi transmitida ao Banco de Portugal, para onde "eram enviadas todas as atas".

Esclarecendo que nunca teve uma conversa privada com o governador do Banco de Portugal, afirmou que "cumpri o meu dever como administrador".