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Economia

Monti defende maior partilha de soberania

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O primeiro-ministro italiano considera que é importante uma maior partilha da soberania para fazer frente aos mercados.

O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, defendeu hoje, em Roma, que "existe uma globalização que implica a necessidade de um governo da globalização", o que obriga à "partilha" das soberanias nacionais, para enfrentar os mercados.



"Para que haja um governo da globalização é necessário que haja uma coordenação mais ou menos incisiva dos governos dos diferentes países. Esta, por sua vez, implica a necessidade de uma cedência - que eu prefiro chamar partilha - da soberania nacional", acrescentou Monti, que intervinha no congresso da Internacional Democrata do Centro (IDC).



Segundo o primeiro-ministro italiano, há que distinguir entre uma cedência "simétrica e voluntária" da soberania nacional e a "mais passiva, menos voluntária e mais assimétrica", como a que "alguns Estados-membros da União Europeia estão obrigados se não conseguirem ter a força para cumprir as regras da vida comunitária".



O chefe do governo tecnocrata italiano considerou que "o modo mais avançado de partilhar a soberania que existe no mundo é a União Europeia" e que o Parlamento Europeu é "uma grande base da legitimação democrática da UE".



Monti alertou que a integração deve ser feita com especial cuidado na Europa, para evitar "problemas de rejeição", incluindo do euro.