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Montepio. Teixeira dos Santos segue dentro de momentos

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Teixeira dos Santos está a caminho do Montepio, mas o seu nome só será confirmado na próxima semana

Luís Barra

O futuro presidente da Caixa Económica será escolhido por um comité de nomeações que ainda não foi constituído.

O Montepio Geral não comenta o nome de Fernando Teixeira dos Santos como futuro presidente-executivo da Caixa Económica, porque "o assunto neste momento nem sequer se coloca", diz fonte do Montepio ao Expresso..

É "prematuro falar de nomes", no âmbito de um processo que só na segunda-feira será posto em marcha e que dependerá de um comité de nomeações que está ainda por constituir.

O ex-ministro socialista permanece incontactável.

Comité de nomeações

Então, é assim: na próxima segunda-feira, dia 30, uma assembleia geral da associação mutualista Montepio Geral procederá à revisão dos estatutos, que incidirá na separação dos órgãos de gestão da organização mutualista e do banco (Caixa Económica).

No âmbito dessa separação, serão criados dois novos órgãos na Caixa Económica: os comités de risco e de nomeações. Será ao comité de nomeações que caberá indicar a equipa de gestão para a Caixa Económica, que terá depois de ser aprovada pelos associados. Caberá a esse comité convidar o futuro presidente, por exemplo Teixeira dos Santos, da Caixa Económica

Mas a composição do comité só acontecerá depois da AG de segunda-feira. É a democracia interna a funcionar. Nesta fase, falar de nomes "é prematuro e extemporâneo", diz a mesma fonte do Montepio. Depois de tudo oficializado, 

Até agora as duas entidades tinham um presidente comum, Tomás Correia. Teixeira dos Santos, ex-ministro socialista, tem um perfil adequado para um cargo já ocupado por Maldonaldo Gonelha e Silva Lopes, o antecessor de Tomás Correia. E depois de tudo oficializado será então apresentado como um trunfo

630 mil associados, o dobro de clientes

A atual equipa está no último ano de mandato e no fim de 2014 realizam-se eleições para a associação mutualista.

Em 2011, duas listas disputaram o conselho de administração, uma terceira apresentou-se apenas para o conselho geral. A associação conta com 630 mil aderentes (incluindo menores), o banco lida com 1,3 milhões de clientes.

A separação das duas entidades resulta de um novo quadro de regulação europeu. O Montepio Geral que até então dependia apenas do Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, passou a ser supervisionado pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), o antigo Instituto de Seguros de Portugal. A Caixa Económica é vigiada pelo Banco de Portugal.