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Mitubishi lança camião elétrico feito em Portugal

Oito veículos comerciais Mitsubishi Canter elétricos fabricadas no Tramagal foram entregues a municípios e empresas de distribuição para testes em situação real que durarão um ano.

"Se os testes de frota que hoje se iniciam forem positivos, poderemos, dentro de um ano, pensar na produção em larga escala da Canter E-Cell", disse Jorge Rosa, presidente do conselho de administração da Mitisubishi Fuso Truck Europe.

Estas declarações foram feitas hoje ao fim da tarde em Lisboa, numa cerimónia em que foram entregues oito veículos-piloto a autarquias e empresas que se associaram ao projeto.A fábrica do Tramagal onde são produzidos os veículos comerciais Canter celebra o seu 55º aniversário com a produção de uma dezena de camiões ligeiros 100% movidos a eletricidade.

A vantagem relativamente ao modelo movido a gasóleo, para além da redução das emissões poluentes e das de estufa, é o silêncio e a facilidade de condução, já que o binário é de 600 Nm (quase o dobro) e está disponível logo desde o arranque.

A autonomia do veículo é de cerca de 100 km, devendo ser recarregado numa tomada apropriada, operação que demora sete horas. Existe, também, uma possibilidade de carregamento rápido de apenas uma hora que proporciona 80% da capacidade da bateria.

Uma das coisas que será testada - disse ao Expresso um responsável da Mitsubishi Motors de Portugal -  é, por exemplo, se o uso frequente desta modalidade de carregamento encurta, ou não, a vida das baterias, estimada em dez anos.

As Câmaras de Lisboa, Porto e Abrantes, a REN, os CTT e a empresa de distribuição Transporta serão os parceiros desta primeira fase de teste destes veículos de carga.

Falando na cerimónia o ministro da Economia, Pires de Lima, disse que este projeto demonstra a capacidade da engenharia portuguesa. O seu colega da pasta do Ambiente, Moreira da Silva, disse ser necessário "pensar em termos de médio e longo prazo, apostando na mobilidade elétrica".

Isto poderá implicar o regresso dos incentivos ao abate de automóveis usados e da subvenção fiscal na compra de carros elétricos, medidas do anterior Governo a que o atual pusera termo há dois anos.