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Ministra das Finanças explica aumento do endividamento com "cofres cheios" e dívida que deixou de estar "escondida"

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A ministra das Finanças, acompanhada pelo secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, Hélder Reis, responde às questões dos deputados

António Cotrim/Lusa

Maria Luís Albuquerque está a ser esta tarde ouvida na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública da Assembleia da República.

Maria Luís Albuquerque, ministra de Estado e das Finanças, disse esta tarde na Assembleia da República - onde está a ser ouvida na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública - que o aumento da dívida pública portuguesa assenta em dois fatores.

O primeiro foi, segundo a ministra, "termos refletido na dívida oficial muita dívida que estava escondida", salientou em resposta a interpelações dos deputados socialistas.

Já o segundo foi "termos os cofres cheios", sinalizando a almofada de liquidez de que o Tesouro português dispõe e a que a ministra tem feito referência em várias intervenções.

Essa almofada permite "fazer face a alguma situação de perturbação externa para não temros de recorrer a ajuda externa para pagar salários e pensões como aconteceu em 2011", frisou Maria Luís Albuquerque.

Recorde-se que esta semana, o Instituto Nacional de Estatística reviu em alta a sua estimativa para a dívida pública portuguesa de 2014, que está agora em 130,2% do PIB. Antes, o valor estimado era de 128,7%.

Falando sobre a situação da economia portuguesa, Maria Luís Albuquerque destacou ainda que "começámos a recuperar, mas ainda temos muito trabalho pela frente". A ministra apontou que "o que foi destruido demora tantos ou mais anos a reconstruir" e que "temos de prosseguir o caminho" que está a ser percorrido, sinalizando que Portugal tem de manter a trajetória de consolidação orçamental.