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Metro de Lisboa. Greve de sexta-feira com serviços mínimos

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Na semana passada o tribunal decretou também serviços mínimos para as greves de dia 10 de abril dos trabalhadores do Metro de Lisboa e da rodoviária Carris, o que no caso do Metro levou os sindicatos a adiarem para 17 de abril a greve de 24 horas

Nuno Fox

A decisão do tribunal arbitral do Conselho Económico e Social prevê que "no período entre as 7h e as 21h, devem ser asseguradas, em todas as estações e por cada período de uma hora de funcionamento, 25% das composições habitualmente afetas ao transporte de passageiros".

O tribunal arbitral do Conselho Económico e Social (CES) decretou serviços mínimos para a greve dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa marcada para a próxima sexta-feira, dia 17.



A decisão, divulgada à noite desta terça-feira na página daquele organismo na internet, prevê que, "no período entre as 7h e as 21h, devem ser asseguradas, em todas as estações e por cada período de uma hora de funcionamento, 25% das composições habitualmente afetas ao transporte de passageiros".



"No contexto da realização dos serviços mínimos indicados, deve a empresa assegurar as condições dos passageiros e dos trabalhadores adstritos a serviços mínimos", sublinha a decisão do CES, que é semelhante à da semana passada.



Na terça-feira da semana passada, o tribunal arbitral do CES decretou também serviços mínimos para as greves de dia 10 de abril dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, bem como da rodoviária Carris, o que, no caso do Metro, levou os sindicatos representativos dos trabalhadores a adiarem uma semana, para 17 de abril, a greve de 24 horas.



Na altura, Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), explicou que o adiamento de uma semana estava relacionado com a falta de segurança devido à obrigatoriedade de serviços mínimos decretados pelo CES. "As organizações sindicais do Metropolitano reuniram, ponderaram as questões que tinham nesta altura em cima da mesa e acharam que não estão reunidas as condições de segurança quer para os utentes quer para os trabalhadores", disse, então, a sindicalista.



Já em novembro passado, o tribunal arbitral decretara, para uma outra greve do Metro, que deveria ser assegurada a circulação de um quarto das composições que habitualmente transportam passageiros. Na altura, a Fectrans decidiu manter a greve, mas aconselhou os trabalhadores a cumprirem o horário de trabalho, de modo a garantirem a segurança dos utentes daquele transporte público.