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Merkel e Papandreou falam sobre situação da Grécia na terça-feira

A chanceler alemã vai debater com Giorgios Papandreou a situação económica da Grécia, com destaque para os progressos conseguidos pelo Governo com as medidas de austeridade.

A chanceler alemã, Angela Merkel, vai abordar na terça-feira, em Berlim, a situação económica da Grécia com Giorgios Papandreou, e ouvir explicações do primeiro-ministro helénico sobre as medidas de austeridade implementadas e a implementar, foi hoje anunciado.

"Vai ser debatida, naturalmente, a situação económica, e aguardamos com expetativa a apresentação das medidas decididas pelo primeiro-ministro Papandreou, e as suas informações sobre o caminho já trilhado e o caminho a trilhar", disse hoje a jornalistas na capital alemã o porta-voz do executivo, Steffen Seibert.

O jantar na chancelaria efetua-se a pedido de Papandreou, que participa na terça-feira numa conferência da Confederação da Indústria Alemã (BDI), em Berlim. Seibert negou que o encontro dos dois chefes de governo se destine sobretudo a criar um clima positivo para a aprovação do alargamento do âmbito do fundo europeu de resgate (EFSF), na quinta-feira, no parlamento alemão.

Alterações ao fundo de resgate

"Não temos em mente nada que esteja relacionado com a política interna, trata-se de uma importante troca de impressões com o primeiro-ministro de um país cujos problemas com a dívida pública preocupam toda a Europa", garantiu Seibert. No mesmo "briefing" com os jornalistas, o porta-voz do Ministério das Finanças alemão, Martin Kotthaus, disse esperar que as alterações ao EFSF sejam aprovadas por todos os estados membros "o mais tardar até finais de outubro". Só depois o governo alemão se ocupará da sexta "tranche" de ajuda financeira à Grécia, do segundo pacote de refinanciamento deste país e, num terceiro momento, do novo mecanismo europeu de estabilização, o ESM. Para isso, no entanto, é necessário que a 'troika' formada pela Comissão Europeia, pelo Banco Central Europeu e pelo Fundo Monetário Internacional aprove a implementação do programa de ajustamento económico grego, precisou Kotthaus.