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Marcas próprias continuam a crescer

No primeiro semestre deste ano as marcas próprias dos supermercados atingiram os 33,6%, sob olhar atento da Autoridade da Concorrência    

Marisa Moura (www.expresso.pt)

As marcas próprias da distribuição (MMD) atingiram os 33,6% das vendas de produtos de grande consumo, avaliadas em cerca de 12 mil milhões de euros anuais. São dados relativos primeiro semestre deste ano, da Kantar Worldpanel (KWP). É uma subida de 0,7 pontos percentuais face ao período homólogo do ano passado e de 6,8 pontos nos três últimos anos. Estas marcas dos supermercados e hipermercados incluem os chamados produtos de primeiro preço, ainda mais baratos, que valem 4,4% do total das MDD. Eram 2,4% em 2007.

Só 2,2% são produzidas em Portugal

As MDD foram recentemente alvo da Autoridade da Concorrência (AdC) no relatório sobre as relações entre a distribuição e os seus fornecedores onde concluiu que apenas 2,2% destes produtos são produzidos em Portugal. O grupo Jerónimo Martins (que detém os supermercados Pingo Doce e os hipermercados Feira Nova) é o quinto maior importador do país e a alemã Lidl, o sexto. Este facto indigna os fabricantes de grandes marcas que acusam os retalhistas de colocar em causa a sustentabilidade da indústria agro-alimentar em Portugal. Pretendem rever a legislação do sector e já se uniram numa plataforma única que integra a Confederação Empresarial de Portugal, a Federação das Indústrias Portuguesas Agro-alimentares e a Centromarca, uma associação que representa 800 marcas que geram vendas anuais de 6 mil milhões de euros anuais, de 56 fabricantes, da Nestlé à Renova.

Dois retalhistas detêm 45% do sector

O relatório da AdC se concluiu que existe um "desequilíbrio negocial" a favor dos supermercados e hipermercados e alertou para o facto de os dois maiores retalhistas (A Sonae com os hipermercados Continente e os supermercados Modelo, e a Jerónimo Martins, com os hipermercados Feira Nova e os supermercados Pingo Doce) concentram 45% das vendas do sector. E o total das nove grandes insígnias a operar em Portugal representam 85% das vendas.