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Maquinistas e revisores da CP não aderiram à greve

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Um panfleto informativo sobre a greve na estação de São Bento, no Porto

José Coelho/Lusa

Até ao meio-dia desta quinta-feira, a greve do sector ferroviário e dos transportes só parou 56% dos comboios previstos, o que significa que circularam mais composições do que as previstas nos serviços mínimos.

J. F. Palma-Ferreira

A greve do sector ferroviário parou 56% dos comboios programados até ao meio-dia desta quinta-feira. Estiveram a circular 256 comboios, ultrapassando os 177 comboios correspondentes aos serviços mínimos decretados.

Esta greve - coordenada pela Federação dos Sindicatos dos Transportes em protesto contra a fusão da Estradas de Portugal (EP) com a Refer e contra as privatizações no sector -, não contou com a adesão dos maquinistas e dos revisores da CP.

Do lado da EP e da Refer - Rede Ferroviária Nacional, os números divulgados pelas empresas mostram uma fraca adesão à greve. As duas empresas em processo de fusão - de que resultará a Infraestruturas de Portugal - comunicaram que o número de colaboradores que aderiram à greve foi de 0,7% na EP e de 7,58% na Refer.

Assim, a Refer e a EP admitem que "no universo das duas empresas que integrarão a Infraestruturas de Portugal, a adesão à greve não foi significativa", admitindo que "os efeitos que se verificaram na circulação tenderão a ser minimizados durante o dia".

"O serviço Fertagus tem estado a ser realizado com toda a normalidade, tendo a Refer garantido a circulação de todos os nossos comboios", dia a gestora da rede ferroviária, esclarecendo que "não se esperam quaisquer tipo de perturbações neste operador durante o resto do dia".