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Maquinistas ameaçam com novas greves

No último dos três dias de greve, Sindicato dos Maquinistas ameaça com novas paralisações se a CP não retomar a negociação.

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O Sindicato dos Maquinistas (SMAQ) admitiu hoje a realização de novas greves se a CP não retomar as negociações e sustenta que estão em causa "questões salariais, mas não diretamente aumentos, que podem ser soluções de organização do trabalho".  

Por parte da CP, a responsável pela comunicação, Ana Portela, indica que "oficialmente não" há conhecimento desta posição do SMAQ e reitera que "a administração sempre disse, e mantém, que está disponível para imediatamente recomeçar as negociações se de facto o tipo de questões elencadas não tiverem impacto nos custos". 

"Medidas que vão provocar custos com os salários do pessoal são muito difíceis de aceitar este ano, porque a CP não tem condições para o fazer", frisa Ana Portela, uma posição que a empresa tem defendido desde o início da greve dos maquinistas.  

A greve parcial dos maquinistas da CP, nos comboios de passageiros, decorre hoje entre as 5h30 e as 10h, e realizou-se também na segunda e na terça feira. Nos comboios de mercadorias da CP Carga, a paralisação decorreu igualmente na segunda e na terça feira e vai ocorrer, no mesmo horário, na sexta feira.

Sindicato recua nas exigências

Na segunda feira, o presidente do SMAQ, António Medeiros, frisou à Lusa que a estrutura sindical exige a "reabertura do processo negocial, com as atualizações salariais e a negociação dos ganhos de produtividade que estava em curso". Hoje, António Medeiros recordou que o objetivo da paralisação parcial é "voltar a levar a empresa à mesa das negociações", mas admitiu que os aumentos salariais podem não ser a principal reivindicação.  

"Associadas às negociações estão questões salariais, mas não são diretamente aumentos salariais na tabela, podem ser soluções de organização do trabalho, questões relacionadas com os custos operacionais", afirmou. 

Recusando que tenha existido uma alteração na posição do Sindicato dos Maquinistas, António Medeiros explicitou que o conflito que opõe o sindicato à CP "pode ter soluções indiretas, como seja através do regulamento de carreiras, e isso é uma negociação possível, aberta e que visa melhorar as condições de prestação de trabalho dos maquinistas e melhorar as condições de elaboração e mais produtividade da empresa". 

Porém, advertiu: "O sindicato toma sempre a iniciativa e tomá-la-á agora (...), (mas) assumiremos novamente a continuação do conflito e não estaremos à espera eternamente". 

Números de adesão díspares

Questionado sobre as declarações de terça feira do ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, que apelou para uma "reflexão" dos sindicatos no atual momento de crise económica, "em que as empresas de transportes do setor enfrentam problemas de desequilíbrio financeiro", António Medeiros contrapôs que esta é uma declaração que "visa criar alguma influência que não é séria".

"A responsabilidade da gestão das empresas é das administrações e das pessoas que o Governo coloca na administração. Esta empresa tem uma função social importante para o país e nós queremos é que seja bem gerida e preste um bom serviço às populações", defendeu. 

Durante as primeiras horas da paralisação de hoje, segundo o sindicato, não estava a ser assegurada 85% da circulação de comboios, enquanto a CP indicava, até às 6h, "47% dos comboios realizados". 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***