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Manuel Ferreira de Oliveira: "Tenho vergonha de falar dessa legislação fora do meu país"

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O presidente executivo da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, diz que houve temas mais importantes que a Contribuição Extraordinária ao Sector Energético para esclarecer sobre a Galp aos investidores institucionais e analistas de mercado em Londres. 

J. F. Palma-Ferreira

"Ninguém acredita que a contribuição extraordinária (CESE) vai aconter", comentou o presidente executivo da Galp, Ferreira de Oliveira, à margem da apresentação do plano de investimento que a petrolífera fará até 2019 - hoje realizada em Londres.

"Tenho vergonha de falar dessa legislação fora do país", referiu o responsável executivo da Galp, garantindo que a empresa "cumpre as leis da República Portuguesa, mas também usa as leis para defender os seus direitos legítimos".

Até à questão da CESE ficar resovida, a Galp apresentou uma garantia para responder pelo valor em causa, sem ter previameente efetuado as respetivas obrigações declarativas. O passo seguinte poderá envolver uma arbitragem ou qualquer outro procedimento para resolver este "impasse" no pagamento da contribuição que a Galp considera ser indevida.

Depois da empresa ter realizado a apresentação do Capital Markets Day 2015 prosseguirá um road show junto de investidores internacionais em Edimburgo, Paris, Escolmo, Nova Iorque, Boston e Toronto, que terminará na próxima terça-feita. Ainda fará uma apresentação em Frankfurt no início do próximo ano.

O novo plano de investimento da Galp acompanhará o aumento da produção de petróleo e o projeto de exploração e produção de gas natural em Moçambique, cujo andamento está atrasado em relação ao cronograma inicial. No Brasil, novos os projetos das áreas de exploração em águas ultraprofundas de Jupiter e Carcará também estão atrasados.

"Fizemos a reprogramação das atividades de exploração e produção internacionais. Isso não afeta os investimentis previstos em Portugal, na costa alentejana, onde vamos avançar para uma perfuração entre o final deste ano e o início do próximo", explicou Ferreira de Oliveira.

Com o atual  portefólio de projetos e as reservas petrolíferas que já foram identificadas, "a Galp tem recursos e reservas suficientes para produzir 300 mil barris diários de petróleo durante 20 anos", adiantou Ferreira de Oliveira.

Outro assunto que não foi abordado é o da sucessão do presidente executivo. Sai ou fica? Ferreira de Oliveira diz: "Isso é um  tema que tratarei no momento oportuno e neste momento não é oportuno". As ações da Galp estiveram a cair na Bolsa, durante a apresentação do Capital Markets Day 2015.