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Manuel Fernando Espírito Santo Silva. "Toda a tesouraria do grupo estava unificada e confiada a Ricardo Salgado"

Manuel Fernando Espírito Santo Silva explicou esta manhã aos deputados o seu percurso no grupo, referindo que só se apercebeu do endividamento em 2013 e por isso começou a trabalhar-se no plano de reestruturação. Ricardo Salgado mereceu sempre a confiança de todos na gestão da tesouraria do grupo, disse.

A comissão parlamentar de inquérito ao caso GES e BES retomou esta manhã os seus trabalhos com a audição de Manuel Fernando Espírito Santo Silva, que representa no Conselho Superior do grupo Espírito Santo o ramo da família com mais peso na estrutura de topo do grupo. Com cerca de 20 por cento na Espírito Santo Control, uma posição detida por Maria do Carmo Moniz Galvão Espírito Santo. 

Manuel Fernando afirmou ter-se dedicado mais à área não-financeira do grupo, nomeadamente na administração da Rioforte. Quanto à Espírito Santo International (ESI), afirmou que a mesma não tinha atividade operacional, tinha participações do grupo, e embora houvesse noção de que o endividamento estava a crescer não "tínhamos a noção de que as contas não refletiam a realidade" .

Na sua exposição inicial referiu ainda que Ricardo Salgado, o líder do grupo e do banco "mereceu sempre a confiança de todos porque era o membro sénior da família", tinha tido "êxito no crescimento do BES e do GES e por isso toda a tesouraria estava unificada e confiada a Ricardo Salgado". 

Alem de fazer parte da administração da Rioforte, Manuel Fernando Espírito Santo Silva foi também  administrador da Espírito Santo Financial Group, da qual saiu em março de 2014.