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Maioria das empresas quer trabalho flexível

76% das empresas portuguesas oferecem trabalho flexível, passando a ser a norma e não a exceção.

Três quartos das empresas em Portugal oferecem agora aos seus funcionários trabalho flexível.

A conclusão é de um estudo agora divulgado pela Regus, que refere ainda que a maioria destas empresas está a descobrir que o trabalho flexível lhes traz grandes benefícios, tais como o aumento da produtividade dos funcionários, a redução de despesas e uma melhoria do equilíbrio entre a vida profissional e pessoal por parte dos funcionários.

76% das empresas em Portugal acreditam que o trabalho flexível tem custos inferiores aos do trabalho fixo de escritório, em comparação com a média global de 81%.

Trabalho flexível é boa notícia

Paulo Dias, diretor geral da Regus, comenta: "O facto de o trabalho flexível se ter tornado regra é uma boa notícia para todos: do empregador ao funcionário, das famílias à sociedade em geral e mesmo ao meio ambiente, todos podem beneficiar. Pela primeira vez, um relatório global baseado em 17.000 inquiridos apresenta provas estatísticas conclusivas relativamente à disponibilidade do trabalho flexível e ao valor gerado pelos benefícios a ele associados".

Dois terços das empresas que oferecem trabalho flexível indicam que os seus funcionários têm um equilíbrio entre vida pessoal e profissional significativamente melhor, o que aumenta a satisfação e a motivação; metade indica que aumenta a produtividade dos funcionários, e um quarto diz que os ajuda a optimizar o trabalho rapidamente para lidar com o rápido crescimento. Mais de um terço das empresas de trabalho flexível também sente que esta política as ajuda a aceder a um conjunto de competências mais amplo, entre o leque de profissionais.

Flexibilidade versus antiguidade 

Com o inquérito apurou-se ainda que a confiança continua a ser um grande obstáculo para muitas empresas que oferecem trabalho flexível: 38% das empresas portuguesas apenas oferecem este privilégio aos funcionários sénior. "Ao atribuir o direito à flexibilidade com base na antiguidade, algumas empresas estão a perder grandes oportunidades, e podem mesmo alienar novos talentos que se esforçaram muito para atrair". - comenta Paulo Dias.

 

O director-geral da Regus acrescenta ainda: "Com estudos que provam que a produtividade aumenta quando se concede aos funcionários algum nível de flexibilidade, é decepcionante ver que algumas empresas permitem que questões de confiança as impeçam de flexibilizar o trabalho de todos os funcionários No entanto, visto que uma grande proporção das empresas reconhece as vantagens, mesmo que não o estejam a praticar neste momento, podemos esperar um crescimento ainda maior do trabalho flexível na próxima década".