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Luís Pacheco de Melo. "A PT, eu, o seu presidente - e os trabalhadores - fomos enganados e defraudados pelo BES"

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FOTO António Cotrim/Lusa

Ex-administrador financeiro da Portugal Telecom deslocou-se ao Parlamento, onde afirmou que "nunca" foi intenção da PT "transferir para a Oi um ativo que depois se viria a revelar tóxico", no caso os títulos de dívida da Rioforte, do GES.

Lusa

O ex-administrador financeiro da Portugal Telecom (PT) Luís Pacheco de Melo disse esta quinta-feira que a empresa e os seus altos quadros foram "enganados e defraudados" pelo BES e os seus responsáveis.

"A PT, eu, o seu presidente - e os trabalhadores - fomos enganados e defraudados pelo BES e pelos seus mais altos responsáveis", vincou Pacheco de Melo na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo (GES).

E acrescentou: "Foram 13 anos de confiança. Eram os nossos parceiros financeiros, era com eles que os nossos presidentes privavam quase diariamente".

Pacheco de Melo realçou que "nunca" foi intenção da PT "transferir para a [operadora] Oi um ativo que depois se viria a revelar tóxico", no caso os títulos de dívida da Rioforte, do GES.

"Não estávamos com informação nenhuma que nos levasse a concluir em que estado estava aquela empresa, a Rioforte", advogou o antigo administrador financeiro e ainda administrador da PT SGPS.

Luís Pacheco de Melo falava na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES, onde começou a ser ouvido pouco depois das 16h00, tendo abdicado de prestar uma declaração inicial.

O responsável é o terceiro elemento ligado à PT a ser escutado pelos deputados, depois dos ex-presidentes Zeinal Bava (na passada quinta-feira) e Henrique Granadeiro (na quarta-feira).

A comissão de inquérito teve a primeira audição a 17 de novembro passado e tinha inicialmente um prazo total de 120 dias, até 19 de fevereiro, mas foi prolongado por mais 60 dias.

Os trabalhos dos parlamentares têm por objetivo "apurar as práticas da anterior gestão do BES, o papel dos auditores externos e as relações entre o BES e o conjunto de entidades integrantes do universo do GES, designadamente os métodos e veículos utilizados pelo BES para financiar essas entidades".