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Lufthansa. Os pilotos alemães também fazem greve

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Vão ser cancelados nesta sexta-feira metade dos 1400 voos de curto e médio curso

FOTO Sean Gallup/Getty Images

O sindicato alemão Cockpit, que representa os pilotos da companhia aérea Lufthansa, marcou uma nova greve para sábado para os voos de longo curso e de transporte de mercadorias. A paralisação dos pilotos agendada para amanhã deverá ter um impacto similar à de hoje, afetando perto de 84 mil passageiros.

Não há duas sem três. A greve dos pilotos da Lufthansa, que estava inicialmente prevista para quarta e quinta-feira, foi estendida a sexta-feira e, ontem à noite, prolongada até sábado.

Logo no primeiro dia de paralisação, dos 1400 voos previstos com origem e destino para a Alemanha e resto da Europa, 750 foram anulados, dos quais oito relativos a Portugal, afetando 80 mil  passageiros.



O sindicato Cockpit anunciou na quarta-feira à noite que a greve iria prosseguir na quinta-feira entre as 00h01 e as 23h59, apenas para os voos de longo curso e transporte de mercadorias.



Ao final de quinta-feira, no dia em que a greve obrigou ao cancelamento de 84 voos dos 153 voos, resultando em 18 mil passageiros afetados, os pilotos anunciaram prolongar a paralisação até sábado. Um porta-voz do sindicato Cockpit justificou o prolongamento da paralisação, em declarações à agência alemã DPA, afirmando que a empresa não tinha feito qualquer cedência.

De acordo com uma nota enviada pela Lufthansa às redações, vão ser cancelados nesta sexta-feira metade dos 1400 voos de curto e médio curso, bem como 50 voos de outras transportadoras do grupo, entre as quais a Austrian Airlines, a Brussels Airlines e a Swiss. Cerca de 84 mil passageiros serão afetados.

No que diz respeito aos voos entre Portugal e a Alemanha, serão cancelados quatro voos com partida no aeroporto de Lisboa, com destino a Munique e Frankfurt, e outros quatro com origem nestas cidades alemãs e com destino ao aeroporto da Portela, de acordo com a agência Lusa. Serão ainda afetados dois voos com origem em Frankfurt e que têm como destino o aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, e as respetivas ligações de regresso.

 

O que querem os pilotos

Os pilotos contestam a alteração das condições para o fim de carreira e querem manter a possibilidade de passar à pré-reforma aos 55 anos, com 60% do salário. Numa declaração, o sindicato criticou a "posição rígida" da empresa e disse estar pronto para se "sentar à mesa das negociações".

Já no seguimento de negociações, a empresa tem agora em cima da mesa uma proposta que mantém o sistema para os profissionais que já estão a usufruir dele e que sobe para 61 anos a idade de pré-reforma.

Esta é a 12.ª paralisação dos pilotos daquela companhia desde abril do ano passado.  Segundo a Lufthansa, o custo dos protestos ascendeu a 232 milhões de euros em 2014.