Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Lucro da Jerónimo Martins cai 21,1%

  • 333

FOTO António Pedro Ferreira

O grupo de Alexandre Soares dos Santos registou um lucro de 302 milhões de euros em 2014.

O lucro atribuível à Jerónimo Martins caiu 21,1% no ano passado, face a igual período de 2013, para 302 milhões de euros, anunciou hoje a dona do Pingo Doce.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Jerónimo Martins adianta que as vendas consolidadas subiram 7,2% para 12.680 milhões de euros.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) recuou 5,6% para 733 milhões de euros, enquanto o resultado operacional (EBIT) desceu 13,5% para 457 milhões de euros.

As vendas da polaca Biedronka representaram dois terços (66,5%) do total das vendas do grupo, sendo ainda responsáveis por 85,7% do aumento de 851 milhões de euros registados nas vendas do grupo entre 2013 e 2014, continuando a ser "o principal de crescimento" da Jerónimo Martins.

As vendas da Biedronka subiram 9,5% (em euros) para 8,4 mil milhões de euros e as do Pingo Doce aumentaram 1,7% para 3,2 mil milhões de euros.

A quota de mercado do Pingo Doce subiu 0,6 pontos percentuais para 18,2%.

As vendas do Recheio cresceram 1,5% em volume e caíram em valor 0,7%, a polaca Hebe registou vendas de 87 milhões de euros e a colombiana Ara de 66 milhões de euros.

A Ara inaugurou 50 lojas em 2014, encerrando o ano com 86 unidades, e a Hebe abriu 18.

No ano passado, o grupo investiu 470 milhões de euros, com a expansão a absorver 291 milhões de euros.

"Num ano marcado por níveis de deflação alimentar mais elevados do que o esperado tanto na Polónia como em Portugal, o grupo aumentou as suas vendas em 851 milhões de euros, tendo registado uma forte geração de 'cash flow'", refere o presidente do Conselho de Administração, Pedro Soares dos Santos, citado no comunicado.

"O crescimento das vendas manteve-se como a nossa primeira grande prioridade e todos os nossos principais negócios aumentaram as vendas 'like-for-like' (LFL) [vendas das lojas que operaram sob as mesmas condições nos dois períodos comparados] em volume, reforçando as respetivas posições de mercado", adiantou.

"Apesar do forte desempenho em termos de quota de mercado nas nossas companhias, os resultados consolidados foram impactados por uma combinação de fatores de pressão: condições de mercado muito exigentes, forte deflação alimentar que afetou as vendas, inflação ao nível dos custos e perdas relacionadas com os novos negócios", prosseguiu, referindo que "ainda assim, o 'cash flow' gerado pelo grupo registou um forte crescimento para 267 milhões de euros".

Em Portugal, o Pingo Doce "teve um desempenho muito positivo e irá continuar a criar oportunidades para o consumidor, de modo a crescer acima do mercado, também em 2015" e na Ara "reforçamos a nossa confiança na operação colombiana como pilar chave de crescimento futuro do grupo", disse.

Em relação à polaca Biedronka, a Jerónimo Martins está comprometida com a recuperação do "momentum de crescimento de vendas 'like-for-like' em valor ao longo do ano 2015 e em preparar a companhia para cumprir as suas metas de médio prazo".

Para Pedro Soares dos Santos, o desempenho no passado foi "robusto", mas o foco agora é de 2015.