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Lista de Santos Ferreira analisa alargamento do prazo de candidaturas

Os advogados da lista de Carlos Santos Ferreira vão analisar o alargamento do prazo de candidaturas aos órgãos do BCP.

A lista de Santos Ferreira para a liderança do BCP vai analisar hoje com advogados o alargamento do prazo para apresentação de candidaturas aos órgãos sociais do banco a pedido do ex-ministro das Finanças Miguel Cadilhe, disse à Lusa Joe Berardo.

Em declarações à agência Lusa, Joe Berardo estranhou que Miguel Cadilhe tenha pedido um alargamento do prazo para entrega de candidaturas aos órgãos sociais do BCP, que foi aceite, levando a que o antigo governante apresentasse uma lista alternativa à de Santos Ferreira, de que Berardo faz parte.

"É um pouco estranho, mas isto é uma democracia. Mas é um caso que não é muito normal. Vamos esperar para analisar hoje com os advogados", declarou Joe Berardo, estranhando ainda que se desconheçam os accionistas do BCP que apoiam Miguel Cadilhe.

Na lista de Miguel Cadilhe, entregue no domingo, figuram o antigo ministro das Finanças Bagão Félix, Alexandre Bastos Gomes, Rui Horta e Costa, João Carvalho das Neves, Meira Fernandes e Carlos Alcobia.

A lista de Santos Ferreira

Já Carlos Santos Ferreira, ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos, leva consigo dois outros administradores da Caixa - Armando Vara e Vítor Fernandes - que também resignaram aos cargos que ocupavam no banco estatal.

Os restantes quatro elementos da lista para a nova administração do Banco Comercial Português (BCP) são oriundos da própria instituição: Paulo Macedo, quadro do BCP e ex-director-geral dos Impostos, José João Guilherme, director de inovação e promoção comercial do banco, Nelson Machado, director do banco, e Luís Pereira Coutinho.

O empresário Joe Berardo, um dos maiores accionistas do BCP, é candidato à presidência do Conselho de Remuneração e Previdência do banco.

Berardo nega interferências políticas

Quanto às acusações de Miguel Cadilhe de "interferência política" na escolha da nova liderança do BCP, Joe Berardo negou à Lusa qualquer tipo de interferência.

"Como estive envolvido neste processo desde o início sei que não tivemos interferência em qualquer parte. O que foi essencial foi que o presidente da Caixa estava a fazer um óptimo trabalho. Era o homem ideal para liderar este processo e depois organizou a equipa dele", referiu o investidor.