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Lisboa cai 1,89% em dia de forte volatilidade e nervosismo

Depois da tempestade a acalmia: a Bolsa de Lisboa fechou a cair 1,89%, após um arranque em ambiente de pânico. Declarações de responsáveis do FMI, BCE e da UE a pressionar a ajuda imediata à Grécia animaram os investidores.

Anabela Campos (www.expresso.pt)

A praça portuguesa esteve maioritariamente com tendência de descida, mas chegou a ter um momentos de subida, um comportamento que evidencia o nervosismo dos investidores. Lisboa viveu um dia de grande volatilidade e agitação, com um forte volume de negócios movimentado: transaccionou-se mais de 520 milhões de euros, quando a média costuma ser abaixo dos 200 milhões de euros. Foi um dia de autentica montanha russa.

A travar a descida do mercado português, e das bolsas na Europa, estiveram declarações de altos responsáveis do FMI, BCE e União Europeia de apoio à Grécia e de distinção das situações entre os países que estão a ser alvo de maiores ataques, nomeadamente Grécia, Portugal e Espanha. Palavras que acalmaram os investidores, já que poderão ser um indicador de que a ajuda à Grécia vai chegar quanto antes, até porque já se percebeu que o descalabro da Grécia irá afectar toda a União Europeia. A Alemanha viu hoje já as suas taxas de juro aumentarem de 2,96% para 3,06%.

O director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostrou confiança na resolução da crise na Grécia, alertando que se isso não acontecer há o risco de a crise ser amplificada a toda a União Europeia.

O PSI20 chegou a perder mais de 6%, mas acabou por fechar hoje a desvalorizar 1,89%, com 19 acções em queda e apenas uma em alta, a EDP Renováveis (+1,24%). As bolsas europeias, tal como Lisboa, também tiveram o dia a oscilar entre ganhos e perdas, com os índices a reagirem de manhã de forma muito negativa ao facto da Standard & Poor´s (S&P) ter reduzido o "rating" da dívida para Portugal e Grécia. Hoje pouco antes das bolsas europeias fecharem a S&P veio baixar o "rating" de Espanha de AA+ para AA, mantendo o "outlook" negativo. A Bolsa de Madrid fechou com uma desvalorização de 2,99%.

Em Lisboa, a maior descida foi protagonizada pela Mota-Engil (5,82%), seguida da Semapa (5,09%) e da Sonaecom (5,05%). A banca, que no início da sessão esteve com perdas acima dos dois dígitos, acabou por fechar o dia com perdas relativamente contidas. O BPI desvalorizou 2,28%, o BES 1,7% e o BCP 1,19%.