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KPMG tinha dúvidas sobre créditos do BES Angola em 2011

Relatório de auditoria da KPMG aprovou contas do BES Angola de 2011 com três reservas e falava de necessidades de aumento de capital.

Documento: Relatório de Auditoria Independente às contas do BESA de 2011 Data: 30 de outubro de 2012 Auditor: KPMG Empresa auditada: Banco Espírito Santo Angola

 

Eram três as reservas da KPMG às contas de 2011 do BES Angola. Uma delas, a primeira referia-se a falta de transparência sobre a carteira de créditos do banco. Seria esse precisamente o problema que rebentaria, já em 2014, quando se soube que o BESA tinha uma carteira de crédito com 5,7 mil milhões de dólares.

 

A KPMG era a auditora do BES, da holding Espírito Santo Financial Group e tal incluía o BES Angola.

O BES Angola "ainda não dispõe, à presente data, de desenvolvimentos informáticos que permitam a identificação efetiva (i) das operações de crédito que foram objeto de reestruturação e (ii) do grupo económico em que cada cliente se insere", pelo que, na opinião da KPMG, "não nos é possível concluir acerca da adequação do montante registado na rubrica Provisões para Créditos de Liquidação Duvidosa".

Noutra reserva, a KPMG sublinhava  que o BESA estava a "proceder ao levantamento exaustivo da informação integral relativa à existência, titularidade e valorização [de] imóveis" que estavam inscritos no ativo do banco.

Além das reservas, a KPMG publicou uma ênfase, segundo a qual "em função dos ajustamentos que vierem a revelar-se necessários ao nível dos seus fundos próprios, deverá avaliar a necessidade de um aumento do seu capital social".

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