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José Guilherme duvida da legalidade das perguntas dos deputados

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FOTO LUÍS BARRA

O construtor José Guilherme, que ficou conhecido por dar 14 milhões de euros a Ricardo Salgado, duvida da legalidade e do interessa das perguntas que os deputados da comissão de inquérito lhe enviaram. 

Filipe Santos Costa e Pedro Santos Guerreiro

José Guilherme fez saber junto dos deputados "as dúvidas que tenho, e que aqui entendo expressamente manifestar, sobre a legalidade, e o interesse efectivo, das questões colocadas para o obejto da CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] à gestão do BES e do GES".

A declaração abre o documento de resposta de José Guilherme às questões da CPI, que foram respondidas por escrito. 

Em causa está, segundo o próprio José Guilherme, o facto de as questões respeitarem "exclusivamente a relações de natureza privada, pessoal e comercial".

Apesar dessas dúvidas, José Guilherme respondeu às perguntas. Recorde-se que a CPI chamou José Guilherme à CPI, que alegou razões de saúde e de ausência do país para não estar presente. Depois, o Expresso revelou que o construtor havia estado em Portugal precisamente durante as audições da CPI, o que irritou os deputados. Agora, é José Guilherme que, na sua resposta por escrito, duvida da legalidade e pertinência das perguntas.

As perguntas enviadas pelos deputados dizem respeito à relação entre José Guilherme e o BES, bem como com  Rocardo Salgado. Os partidos quiseram saber que participações sociais detém José Guilherme, quais têm negócios em Angola, que créditos têm junto do BES, do BES Angola e da Escom, por que razão deu dinheiro a Ricardo Salgado, se pagou comissões, se investiu em papel comercial, etc.