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Jornalistas da Controlinveste marcam greve para 11 de julho

Protesto de 24 horas no "DN", "JN" e TSF contra despedimento coletivo na empresa

Os jornalistas do grupo Controlinveste, proprietário de meios como o "DN", o "JN, a TSF e "O Jogo", agendaram para a próxima sexta-feira, 11 de julho, uma greve de 24 horas como forma de protesto contra o despedimento coletivo anunciado na empresa.

Segundo revela o Sindicato de Jornalistas, o pré-aviso de greve foi já formalmente enviado à administração da empresa, reiterando a exigência da "suspensão dos processos de despedimento e a discussão de alternativas que preservem os projetos editoriais e os postos de trabalho".

Logo após o anúncio do despedimento de 140 trabalhadores da Controlinveste (dos quais 64 jornalistas), a possibilidade de agendamento de uma greve foi colocada em cima da mesa nalguns dos plenários realizados pelos trabalhadores da empresa. Confrontada na altura pelo Expresso com esta possibilidade, a administração da empresa colocou de parte a existência de qualquer margem de manobra para recuos na decisão de avançar com este despedimento - que a nova administração da empresa considera essencial para reequilibrar financeiramente a Controlinveste.

Recorde-se que este processo de despedimento coletivo foi uma das faces mais visíveis do plano de reestruturação colocado em marcha pela nova administração da empresa, depois da entrada do investidor angolano António Mosquito e do emprésario Luís Montez para a estrutura acionista da empresa, com participações de 27,5% e 15%, respetivamente.

A presidência do grupo deixou de ser assumida por Joaquim Oliveira - que reduziu a sua participação de 100% para 27,5% - e passou a ser desempenhada pelo advogado PRoença de Carvalho. Após o anúncio do despedimento, Proença enviou uma nota à agência Lusa a explicar que as medidas então anunciadas, "embora dolorosas, são indispensáveis para que o grupo possa crescer sustentadamente no futuro próximo".