Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Joaquim Goes: houve irregularidades na ESI que não sabíamos

Joaquim Goes está a responder às questões dos deputados na comissão de inquérito parlamentar ao BES

António Cotrim/Lusa

O administrador do BES  responsável também pelo risco, Joaquim Goes, afirma que houve irregularidades e insolvência de empresas do grupo que estiveram na base dos problemas do BES.

Joaquim Goes, administrador do BES e responsável a partir de maio de 2012 pelo departamento de risco a tempo inteiro, refere que a análise do risco das empresas do grupo era feita da mesma forma face a todas as outras empresas. Ao BES Angola havia uma política de financiamento através de linhas de crédito.

Na sua declaração inicial, Joaquim Goes fez uma revisão sobre os acontecimentos no Grupo Espírito Santo (GES) para explicar que o BES no início de 2014, estava juntamente com as holdings que o detinham direta e indiretamente a dar andamento às provisões exigidas pelos auditores.

Quanto ao crédito concedido ao BES Angola esclarece que se tratavam de linhas de crédito - linhas interbancárias - que não tinham a mesma pressão do que os empréstimos concedidos ao comum das empresas . "Eram políticas de financiamento identificadas", conclui. 

Questionado por Miguel Tiago, deputado do PCP, sobre o que se passou no primeiro semestre de 2014, Joaquim Goes diz apenas que "o que se passou no BES tem a ver essencialmente com duas dimensões: a problemática do BES e insolvência das suas empresas e as operações irregulares conhecidas no final do semestre".  Ou seja, as cartas de conforto entre outras. E que não pode dizer mais nada, pois estas situações estão a ser analisadas.  

Falou da pressão do provisionamento no início de 2014, nomeadamente das exigidas à Espírito Santo Financial Group (ESFG)  - 700 milhões de euros - devido à exposição de papel comercial colocado junto dos clientes. Para o reforço das garantias desta dívida, na altura necessárias, foi necessário usar a Tranquilidade como garantia dessa provisão. 

Fez questão de sublinhar que sobre a Rioforte não havia qualquer necessidade de fazer provisões e que até abril tinha sido reembolsado 1,2 mil milhões de papel comercial da ESI .

Disse ainda que o BES não tinha exposição direta à Epírito Santo Internacional (ESI), mas apenas por via da ESFG . "Até setembro de 2013 o BES não tinha uma exposição face à Espírito Santo International (ESI)", remata.

Joaquim Goes faz questão de dizer :"Sempre assumi total respeito pelo Banco de Portugal e por isso partilhei toda a informação visando o cumprimento do que era exigido e pela procura de soluções concretas ".