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Jerónimo Martins vai investir até €550 milhões em 2015

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"A deflação ensinou-nos a gerir de forma diferente. Estamos muito mais bem preparados para enfrentar 2015 do que estávamos em 2014", garante Pedro Soares dos Santos, CEO do grupo Jerónimo Martins

João Lima

Do investimento que está previsto para este ano, 100 milhões de euros serão aplicados em Portugal. A maior fatia (60%) deverá ser canalizada para o reforço da operação do grupo na Polónia. Na Colômbia o investimento será de 50 a 60 milhões e prevê a expansão para uma nova zona do país

O grupo Jerónimo Martins (JM) estima aumentar para até 550 milhões de euros os investimentos na expansão dos seus negócios de retalho na Polónia, em Portugal e na Colômbia em 2015.

Neste país da América Latina, a expansão vai abranger a entrada da insígnia Ara numa segunda região, no Norte da Colômbia, mais propriamente na zona envolvente a cidades como Cartagena ou Barranquilla. Esta expansão ocorrerá depois do arranque da operação da insígnia Ara na zona do "eixo cafetero", em 2012, e onde a JM tem já 86 lojas abertas.

Pedro Soares dos Santos estima que a operação nesta nova zona arranque a partir de julho deste ano, contando este projeto com um investimento entre os 50 e os 60 milhões de euros.

A informação foi avançada esta manhã na conferência de imprensa de apresentação de resultados de 2014 da Jerónimo Martins.

No último ano, o grupo que detém o Pingo Doce registou uma quebra de 21,1% nos lucros, que se situaram nos 301,7 milhões de euros. Apesar desta quebra, o CEO da empresa, Pedro Soares dos Santos, sublinha que, mesmo num contexto difícil, "todas as insígnias do grupo cresceram em quota de mercado" e foram abertas "mais 266 lojas em todos os países" onde o grupo está presente.

Ao todo, a empresa investiu 470 milhões na expansão do seu negócio no último ano. "A deflação ensinou-nos a gerir de forma diferente. Estamos muito mais bem preparados para enfrentar 2015 do que estávamos em 2014", garante Pedro Soares dos Santos.

Apesar desta quebra, justificada, entre outros factores, pelos "níveis de deflação alimentar sem precedentes" registados no último ano, as vendas da JM cresceram 7,2% para os 12,7 mil milhões de euros.

A insígnia Biedronka, que o grupo tem na Polónia, voltou a reforçar o seu peso na faturação global, com um crescimento de 9,5% para 8,4 mil milhões e uma quota de 66,5% nas vendas totais. As vendas do Pingo Doce subiram 1,7% e representam agora 25,5% das vendas totais da JM.

Para 2015, do investimento de 500 a 550 milhões de euros que está previsto, 100 milhões serão aplicados em Portugal. Metade deste valor será investido num novo centro de distribuição no Norte do país e o restante na abertura de 10 novas lojas. 

A maior fatia (60%) do investimento da JM em 2015, no entanto, deverá continuar ser canalizada para o reforço da operação do grupo na Polónia, onde no ano passado a empresa abriu mais 211 lojas e três novos centros de distribuição.