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Izibuild despede 183 e fecha mais seis lojas

A cadeia de bricolage Izibuild  procede a despedimento coletivo e recorre a Processo Especial de Revitalização.

A cadeia de bricolage e decoração  Izibuild (ex-Mestre Maco), do universo Prebuild, vai proceder a um despedimento coletivo de 183 trabalhadores e encerrar mais seis lojas.  Segundo fonte sindical, "a rede ficará reduzida apenas às cidades de Lagos, Faro e Setúbal e com 26 assalariados". Os trabalhadores ainda não receberam o salário de novembro e o subsídio de Natal".

No início do mês, a empresa apresentou um Processo Especial de Revitalização (PER) e já foi nomeado um gestor judicial. Esta semana comunicou aos trabalhadores e ao Sindicato do Comércio, Escritório e Serviços de Portugal  o programa de despedimento, informando que só as  lojas de Lagos, Faro e Setúbal permanecerão ativas. Nestas lojas, o pessoal ficará  reduzido metade. Os serviços centrais da sede, em Casal do Marco (Seixal) sofrem igualmente uma razia.

Negócio perde 70% em três anos   

Quando a Prebuild, de João Gama Leão, comprou há três anos  a Izi ao grupo A.Silva & Silva a cadeia contava com 25 lojas e uma cobertura nacional.

Em abril passado, procedeu a uma primeira reorganização, ficando com 11 unidades ativas. Mas, depois de encerrar  Évora e Coimbra, o universo reduziu-se para as nove atuais. A intenção agora é fechar ou trespassar  (a Sonae estará interessada numa ou outra unidade), as lojas de Viana, Vila Real, Viseu Aveiro, Lagoa e Casal do Marco (sede).

Segundo a empresa, "a decisão de emergência" de encerrar seis lojas "tornou-se inevitável face à contração do mercado dos materiais de construção em Portugal, que já vinha em perda antes do programa de ajustamento de 2011".

Em três anos, o setor terá perdido 70% do negócio.  A solução "é concentrar a atividade nas lojas mais rentáveis, numa tentativa  de viabilizar a presença no setor".

Vendas de seis milhões em 2013 

A Izibuild nota que  investiu 27,3 milhões de euros  nos últimos três anos, mas "a persistente recessão no sector fez com que as perdas continuassem a acentuar-se.

Em 2012, a cadeia registou um volume de vendas de 19 milhões de euros, um valor que em 2013 caiu para os 10 milhões.  Neste exercício,  as vendas não ultrapassarão os seis milhões.

 A empresa confirma que "além do recurso ao PER, será necessário reduzir significativamente o número de trabalhadores, processo que está ainda a ser ponderado e que poderá atingir cerca de 180 trabalhadores". 

Segundo fonte  sindical, as lojas da rede permanecem abertas , à exceção da de Casal do Marco, " por causa dos produtos em stock estarem penhorados".