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Italianos lideram pesquisa de petróleo na costa alentejana

A italiana ENI assina hoje um contrato com a Galp para a pesquisa e exploração de petróleo no mar do Alentejo.

J. F. Palma-Ferreira

A prospeção de petróleo na costa alentejana vai ser retomada com o apoio dos italianos da ENI - detentores de uma participação de 8% no capital da Galp -, que hoje assinam um contrato com a Galp, para desenvolvimento de projetos de pesquisa e exploração de petrolífera em três blocos localizados em águas ultra-profundas na bacia do Alentejo.

O contrato é assinado no Centro Cultural de Belém na presença do ministro do Ambiente e da Energia, Jorge Moreira da Silva, e implica a criação de um consórcio de prospeção petrolífera em que a ENI detém 70%.

Os italianos da ENI já tiverem uma minoria de bloqueio, de 33,34% no capital da Galp e têm vindo a vender lotes de ações desta participação inicial, da qual apenas lhes resta 8% no capital da petrolífera portuguesa.

Mas a Galp e a ENI mantém diversos projetos de pesquisa e exploração de petróleo e gás natural em várias geografias, entres os quais um dos mais relevantes é o de Moçambique, onde as duas empresas estão envolvidas no desenvolvimento de uma das maiores jazidas de gás natural existente a nível mundial.

Em Portugal, a empresa italiana aparece agora como parceiro nos projetos de pesquisa petrolífera em águas ultra profundas na costa alentejana, designadamente nos blocos Lavagante, Santola e Gamba.

Estes projetos têm registado uma sucessão de mudanças de operadores petrolíferos depois da Tullow Oil ter saído do projeto e da brasileira Petrobras ter tomado a sua posição.

Efetivamente, a Petrobras esteve pouco tempo neste projeto porque acabou por abandonar a atividade de pesquisa e prospeção petrolífera em Portugal.

A ENI, entra agora para este projeto na costa alentejana, controlando o respetivo consórcio, com uma posição predominante de 70%.

Desta forma, aguarda-se que a pesquisa petrolífera em Portugal avance para zonas de águas ultraprofundas, o que acontecerá numa conjuntura em que a cotação do barril do petróleo testa níveis inferiores a 60 dólares por barril, tornando pouco rentável a exploração petrolífera em águas ultraprofundas - que têm custos de extração de petróleo muito elevados.