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Irlanda, Espanha e Portugal estão "claramente vulneráveis"

"É mais provável do que o contrário, precisarmos de mais um programa de financiamento do FMI em pelo menos mais um país da zona euro nos próximos dois a três anos", afirmou Kenneth Rogoff, ex-economista do FMI.

A Grécia dificilmente será o último país da zona euro a precisar de apoio financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI), com a Irlanda, Espanha e Portugal "claramente vulneráveis", afirmou o ex-economista chefe do FMI Kenneth Rogoff.  

 

"É mais provável do que o contrário, precisarmos de mais um programa de financiamento do FMI em pelo menos mais um país da zona euro nos próximos dois a três anos", afirmou Kenneth Rogoff, ex-economista do FMI e Professor na conceituada Universidade de Harvard.  



Este economista, que também ficou famoso por prever a falência dos bancos norte-americanos antes da queda do banco de investimento Lehman Brothers, co-autor de vários estudos sobre crises financeiras e de dívida dos países, afirmou numa entrevista telefónica à Bloomberg que os "cortes orçamentais necessários em muitos países da Europa são profundos".  

Investidores questionam finanças europeias 

As 'yields' portuguesas, espanholas e irlandesas face à referencial alemã subiram significativamente na semana passada à medida que os investidores questionam a capacidade destes países em reduzir os seus défices orçamentais e evitar o mesmo destino que a Grécia.  

 

Na passada sexta feira a Grécia pediu formalmente a ativação do fundo de apoio de 45 mil milhões de euros à União Europeia (que contribuirá com 30 mil milhões) e ao Fundo Monetário Internacional (que emprestará os restantes 15 mil milhões) após os custos de financiamento do país terem aumentado substancialmente.  

 

O défice orçamental de 14,3% colocou a Irlanda como o país com maior desequilíbrio na zona euro em 2009. A Grécia registou um défice de 13,6%, a Espanha de 11,1% e Portugal de 9,4%.   

FMI pode emprestar mais à Grécia

A possibilidade de mais países da zona euro virem a precisar de apoio financeiro do FMI é maior que "50-50" disse o economista, em entrevista à Bloomberg.  

 

Kenneth Rogoff espera ainda que o FMI venha a emprestar à Grécia mais

do que os 15 mil milhões de euros previstos no plano combinado com a União Europeia.  

 

"A parada está muito alto para a Europa, se quiser evitar o contágio", afirmou este economista, acrescentando que a necessidade de apoio financeiro do fundo a estes países "dependerá muito da vontade política e dos números".   

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico ***