Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

INE responde a Passos e Marco António. Estatísticas "são credíveis e fiáveis"

  • 333

A reação surge depois de Passos Coelho, no último debate parlamentar, ter desafiado o INE a apresentar explicações, tendo em conta o "desvio sensível" da taxa de desemprego

Mário Cruz/Lusa

Instituto Nacional de Estatística responde às críticas que o primeiro-ministro fez sobre os dados do desemprego e considera "não existirem razões para colocar em causa a credibilidade e a fiabilidade das estatísticas oficiais portuguesas da sua responsabilidade"

O Instituto Nacional de Estatística (INE) garante que as estatísticas que produz "são credíveis e fiáveis", considerando que não há razões para "colocar em causa a credibilidade" da instituição.

A reação surge depois do primeiro-ministro, no último debate parlamentar, ter descartado uma explicação política sobre a subida do desemprego. Na altura, Passos Coelho desafiou o INE a apresentar exlicações, tendo em conta o "desvio sensível"  da taxa de desemprego.

"Não estamos em condições de formular uma explicação. O INE não pode rever uma estatística destas sem apresentar um fundamento sério para essa decisão", respondeu Passos aos deputados.

PSD desconfia da fiabilidade

Depois, seria o vice-presidente do PSD Marco António Costa a tecer duras críticas ao INE, num debate na RTP, pondo em causa "a fiabilidade" dos números que publica.

"Não é um problema de independência, é de fiabilidade. Gostava que os dados que o INE comunica fossem fiáveis e 100% percetíveis", acusou Marco António. 

O Instituto Nacional de Estatística responde hoje à Lusa, através de uma fonte oficial. "As estatísticas do INE são credíveis e fiáveis", refere. Aceitando ser juiz em causa própria, o INE considera "não existirem razões para colocar em causa a credibilidade e a fiabilidade das estatísticas oficiais portuguesas da sua responsabilidade".

Revisões normais

O INE refere ainda que as suas estatísticas "são produzidas obedecendo aos 15 princípios do Código de Conduta para as Estatísticas Europeias no quadro do Sistema Estatístico Europeu", respeitando regulamentos e práticas metodológicas, "que são públicas".

Quanto às revisões dos dados, o INE afirma que estas são "parte integrante e inerente ao processo de produção estatística" e que as estatísticas "são geralmente sujeitas a revisões". As revisões "são sobretudo originadas por nova informação sobre o passado que não foi possível integrar a tempo da divulgação anterior".

Em março, o INE revira em alta a taxa de desemprego relativa a janeiro. A taxa passou dos 13,3% para os 13,8%. Já em janeiro, o INE recalculara os dados do desemprego de novembro. Primeiro, anunciou uma taxa de 13,9% que depois reviu em baixa, para os 13,5%.