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Impresa teve lucro de €11 milhões em 2014

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Receitas publicitárias subiram 4,8%, para os €121,8 milhões. Lucro alcançado pelo grupo que detém o Expresso e a SIC foi o melhor resultado desde 2007. Dívida já recuou €65 milhões nos últimos seis anos.

O grupo Impresa, proprietário do Expresso, teve em 2014 um lucro de €11 milhões, ou seja, um acréscimo de 66,8% face ao resultado líquido do ano anterior. Com este desempenho, o grupo alcança assim o seu melhor resultado desde 2007.

Segundo os dados divulgados esta tarde em comunicado, o grupo fundado por Francisco Pinto Balsemão - e que detém ainda marcas como a SIC, "Visão", "Caras" ou "Exame" - fechou o último ano com um ganho de 0,3% nas suas receitas operacionais, que se situaram nos €237,7 milhões.

O bom comportamento em 2014 foi parcialmente explicado pelo acréscimo nas receitas publicitárias, que aumentaram 4,8%, para os €121,8 milhões. Em contraponto, os custos operacionais voltaram a recuar, agora 0,5% para os €205,8 milhões.

"A Impresa conseguiu vencer a tempestade perfeita que se abateu sobre os media nos últimos anos. Estes foram os nossos melhores resultados líquidos desde 2007. A aposta permanente na melhoria dos resultados operacionais e na desalavancagem financeira permitiram à Impresa reduzir em 2014 a sua dívida para o valor mais baixo dos últimos dez anos", reagiu o CEO da Impresa, Pedro Norton, numa nota enviada às redações.

As receitas da área de televisão continuam a ser as que mais contribuem para os resultados operacionais do grupo e em 2014 os proveitos gerados pelo universo SIC cresceram 2,3%, para os €177,5 milhões. Na repartição dos proveitos comerciais por área de negócio, a televisão apresentou também um crescimento de 7,2%, para €94 milhões.

A subscrição de canais, gerou receitas de €45,1 milhões, mais 1,6% do que no ano anterior. Já as "outras receitas" recuaram 7,4%, para 37,8 milhões, num resultado que o grupo esclarece ter sido influenciado "pela entrada em vigor, no segundo semestre, do acordo de autorregulação de concursos com participação telefónica celebrado entre as operadoras de televisão".

Na área de "Publishing", as receitas totais caíram 6,9% no último ano, para um bolo de €58,7 milhões. As receitas publicitárias deste segmento também recuaram 3%, para os €27,1 milhões, e as receitas de circulação mantiveram a tendência de perda, agora de menos 5,9%, para €25,6 milhões.

O EBITDA do grupo Impresa aumentou 5,3%, para €31,9 milhões. No segmento de televisão, o EBITDA aumentou 6,7% para €31,7 milhões, enquanto na área editorial o crescimento foi de 0,9%, para €4,5 milhões.

A dívida líquida do grupo também voltou a descer pelo sexto ano consecutivo, recuando em 2014 mais 6,3%, para os €176,4 milhões. Ou seja, menos €11,8 milhões do que no ano anterior. Desde 2008, quando a dívida do grupo se situava nos €241,1 milhões, a dívida líquida da Impresa já recuou cerca de €65 milhões.

"Estes resultados são, por um lado, consequência da consolidação da nossa liderança de audiências nos principais horários e targets televisivos. A SIC é hoje, sem qualquer dúvida, a televisão que melhor produz ficção em português. As nossas novelas lideram há 3 anos, com a atual "Mar Salgado" a bater todos os recordes das anteriores. A qualidade da nossa ficção já atravessa fronteiras, com as novelas da SIC a serem exibidas em 2014 em países como Itália e Angola", sublinha Pedro Norton, antes de enfatizar também a "estratégia multiplataforma" para as marcas da Impresa Publishing, que "tem dado frutos, destacando-se a liderança do Expresso e "Visão" e o lançamento de produtos inovadores como o Expresso Diário".

Apesar de prever para 2015 a continuação de "uma ligeira melhoria" no ambiente macroeconómico do país, a Impresa alerta, no entanto, para o "impacto desfavorável" que poderá continuar a sentir na rubrica de "outras receitas, nomeadamente nas relacionadas com concursos com participação telefónica, que se sentirá com particular acuidade nos dois primeiros trimestres de 2015".

Na nota enviada aos jornais, o CEO do grupo, Pedro Norton, sublinha mesmo que "apesar de este ser o momento de celebrar estes resultados", mantém-se cauteloso "face ao ano de 2015", precisamente pela "continuação do impacto desfavorável" nesta fonte de receitas.