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Importações ultrapassam exportações em 2014 e agravam défice pela primeira vez desde 2011

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O saldo da balança comercial foi negativo em 10.606 milhões de euros, o que significa um acréscimo de 966,3 milhões de euros no défice face a 2013.

As importações cresceram a um ritmo superior ao das exportações no ano passado, agravando o défice da balança comercial em 966,3 milhões de euros face a 2013, indicam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o INE, as exportações de bens aumentaram 2% em 2014 face ao ano anterior (4,5% em 2013), totalizando 48.200 milhões de euros, enquanto as importações tiveram um acréscimo de 3,3% (0,9% em 2013), atingindo os 58.806 milhões de euros.

O saldo da balança comercial foi negativo em 10.606 milhões de euros, o que significa um acréscimo de 966,3 milhões de euros no défice face a 2013 (945,5 milhões de euros sem os combustíveis), após três anos de descidas.

Em termos de bens transacionados, os combustíveis e lubrificantes foram a única categoria exportada que recuou (-19,1%), refletindo as paragens para manutenção das refinarias em março e abril de 2014 e a evolução do preço do petróleo bruto ('brent'), que viu a cotação média anual baixar 9,1% no ano passado.

Excluindo este grupo, as exportações cresceram 4,3% (2,1% em 2013) e as importações aumentaram 6,1% (2,1% em 2013).

O comércio extra-União Europeia (UE) foi o principal responsável pela diminuição das vendas ao exterior, com uma descida ligeira de 0,1%, enquanto as exportações com destino a países comunitários aumentaram 2,8%.

Destacam-se os bens de consumo, cujas exportações aumentaram 9,3% face a 2013, enquanto os fornecimentos industriais, que representam a principal categoria exportada (33,6% do total), avançaram apenas 1,7%.

Os países que mais contribuíram para o aumento das exportações em 2014 foram o Reino Unido, a Espanha e a China, que passou a ser o 10.º maior cliente externo de Portugal.

O aumento das exportações portuguesas para Espanha (1,6%) foi, no entanto, inferior ao aumento das importações deste país (5,2%).

O acréscimo das compras de bens a parceiros intra-UE (7,3%) foi o que mais contribuiu para o crescimento deste tipo de transações, já que as importações de países extra-comunitários tiveram uma redução de 6,7%

O material de transporte foi a categoria que mais contribuiu para o crescimento das importações em 2014, com um aumento de 20,9%, enquanto as compras de combustíveis e lubrificantes registaram a maior redução em valor (8,1%).

Alemanha, Espanha e França foram os países que mais contribuíram para a evolução das importações em 2014, tendo tido um aumento de 12,4% no caso dos produtos germânicos, em especial na categoria veículos e outro material de transporte.

Os maiores decréscimos em valor verificaram-se nas importações de Angola (-39%), Camarões (-79,5%) e Rússia (-28,9%), com Angola a descer da 6.ª para a 7.ª posição no que respeita ao fornecimento de bens a Portugal.