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Há 2400 empresas a exportar para os EUA, mas Portugal quer mais e está a dizê-lo em NY

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Paulo Portas, o presidente da AICEP e 15 câmaras de comércio portugueses estão hoje em Nova Iorque a promover a internacionalização da economia portuguesa. Exportar mais e atrair investimento são as palavras de ordem. Será aberta uma delegação do AICEP em São Francisco no verão.

Anabela Campos, em Nova Iorque

Paulo Portas estará hoje e amanhã em Nova Iorque para dizer os investidores que Portugal está preparado, quer crescer mais rapidamente e atrair investimento estrangeiro. O vice primeiro ministro vai estar com fundos de capital de risco que gerem uma carteira de investimento de 6 biliões de dólares, na Bolsa de Nova Iorque (New York Stock Exchange) e dar entrevistas a vários orgão de comunicação social norte-americanos especializados em economia. Portas defende uma maior proximidade entre as câmaras de comércio e a AICEP. 

Nova Iorque é também palco para que quinze câmaras de comércio portuguesas se reúnam para discutirem formas de estimular a internacionalização, cooperar entre si e apelar para que haja um reconhecimento das câmaras pelo Estado português. O encontro é promovido pela Confederação Internacional de Empresários Portugueses (CIEP), presidida por Bruno Bobone. 

Há 2400 empresas portuguesas exportam para os EUA, mas é preciso fazer mais e captar mais investimento, disse hoje Miguel Frasquilho, o presidente da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, numa intervenção durante o quarto encontro anual das câmaras de comércio. Miguel Frasquilho diz que os estatutos não permitem certificar o reconhecimento das câmaras de comércio, mas assegura que vai sercriada em 2016 uma gala anual para premiar a melhor câmara de comércio.

Miguel Frasquinho sublinhou que o governo está empenhado em atrair mais investimento norte-americano, atualmente na 52ª posição do ranking. "Isto não pode ser, temos de ser ainda mais dinâmicos", defendeu. Os EUA é o 6º maior mercado de exportações, com 3,2 mil milhões de euros de vendas. 

O presidente da AICEP adiantou ainda que será aberta uma delegação do AICEP em São Francisco até ao final do verão deste ano. "Portugal não pode deixar de estar presente perto do berço do Silicon Valey", frisou. Até ao final de 2016, Portugal vai ser promovido em mais 12 novas geografias, passando de 53 para 65, acrescentou. 

Portas diz que Portugal quer pedalar para o crescimento

Paulo Portas, vice-primeiro-ministro, estará hoje e amanhã em Nova Iorque, para explicar aos investidores que Portugal quer entrar em rota acelerada de crescimento. "Vamos estar com quatro a cinco das maiores private equity do mundo. Portugal já disse adeus ao co-governo com os credores, deu a volta à crise e está a crescer - mas ainda não está satisfeito, quer acelerar e é preciso dizê-lo. Precisamos de investimento e isso implica explicar, olhos nos olhos, quais são as boas razões para acreditar mais em Portugal do que noutros destinos", disse ao Expresso.

"No ponto em que Portugal está - de querer 'pedalar mais rápido' para o crescimento - toda a frente externa é decisiva. E, ainda que a relação de forças entre as principais potências económicas tenda cada vez mais para os países emergentes, o sucesso dependerá muito do que alcançarmos naquela que é a maior economia do mundo, e que está a viver um momento de dinamismo. Somos atrativos para investir, mas temos de o demonstrar. Temos produtos de excelência, mas temos de saber vendê-los lado a lado com o que de melhor que se faz no mundo", diz Portas.

"Espero ainda conhecer alguns projetos empresariais de portugueses de lusodescendentes numa cidade onde, como diz o refrão local, 'if you can make it there, you'll make it anywhere'", concluiu.

Câmaras de Comércio um AICEP para as PME

Internacionalizar e exportar são palavras de ordem para as pequenas e médias empresas (PME) portuguesas e é essa umas das principais missões das câmaras de comércio. 15 das 36 câmaras portuguesas estarão hoje e amanhã em Nova Iorque. Estão presentes câmaras de comércio dos EUA, Brasil, Índia, Canadá, França, Alemanha, Luxemburgo e Polónia.

O objetivo é debater problemas e soluções comuns. A instituição tem cerca de 800 associados, praticamente o dobro daqueles que havia há nove anos quando esta direção tomou posse.Em cima da mesa está a necessidade de reconhecimento das câmaras de comércio pelo Governo português, uma espécie de selo de crebilidade que a Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa pede há dois anos ao Executivo. E que não deverá ter tão cedo.

Angola foi um dos grandes países de internacionalização das PME nos últimos anos. Moçambique também está a receber muita gente. Europa e os EUA são países de exportação e a América Latina também se tornou um alvo.