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"Grupo Espírito Santo era mesmo um castelo de cartas"

Luís Barra

Pedro Queiroz Pereira reitera que os problemas no Grupo Espírito Santo (GES) eram antigos. "Há muito, muito tempo que já sentia que havia problemas no GES", garante.  

Para Pedro Queiroz Pereira o Grupo Espírito Santo (GES) era mesmo um castelo de cartas. E "há muito, muito tempo" que já sentia que havia problemas no GES. 

O facto de ter voltado atrás na denúncia que fez junto do Banco de Portugal (BdP), alertando para problemas no GES, foi suportado numa garantia dada pelo próprio GES.

Pedro Queiroz Pereira explicou que no âmbito do acordo que fez com o GES, que lhe garantiu o controlo da SEmapa, o grupo lhe deu garantias.

Mas admite que não é regulador mas empresário e que queria fazer aquele acordo. Ou seja, não quer dizer que a situação no GES estivesse resolvida.

Apontou que Fernando Ulrich, presidente executivo do BPI, o aconselhou no acordo com o GES e que o BPI foi adviser no mesmo acordo. E que foi contactado por Eduardo Catroga também na altura, pensando que este o contactou "a pedido de Ricardo Salgado" e não a pedido de Pedro Passos Coelho.

Um "crescendo de desentendimentos" entre Pedro Queiroz Pereira e Ricardo Salgado levou o dono da Semapa a fazer uma denúncia junto do Banco de Portugal em outubro de 2013. Na base da denúncia estão questões de governação no GES e duvidas sobre a avaliação de ativos no grupo.