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Greve: Um em cada quatro comboios urbanos a circular

De acordo com o Sindicato dos Maquinistas, estão a circular apenas "um em cada quatro comboios urbanos", "alguns regionais" e todos os internacionais. (Veja vídeo SIC no final do texto)

Apenas um em cada quatro comboios circula hoje de manhã, até às 10h, estando o transporte em Lisboa e Porto a ser apoiado por autocarros em resultado da greve de três dias convocada pelo Sindicato dos Maquinistas.

António Medeiros, presidente do Sindicato dos Maquinistas (SMAQ), adiantou à Lusa que no primeiro dos três dias de greve os "únicos (comboios) a circular são os que constam do pacote de serviços mínimos decididos pelo colégio arbitral", que o sindicalista considerou "excessivos". 

De acordo com o sindicato, estão a circular "um em cada quatro comboios urbanos", "alguns regionais" e todos os internacionais, estando apenas totalmente cancelada a circulação dos de longo curso, como os Intercidades, até às 10h. 

Por parte da CP, a porta-voz Ana Portela indicou, num ponto de situação relativo às 6h, que foram realizados um total de 54% dos comboios "para já", com exceção dos de longo curso, em que "não houve requisição de serviços mínimos". 

Autocarros suprem a falta de comboios

Como os maquinistas trabalham por escalas, a greve decretada para hoje, entre as 5h30 e as 10h, afetou também a circulação ferroviária no domingo, tendo sido suprimidos o intercidades Lisboa-Beja e Lisboa-Évora, disse Ana Portela.  

A porta-voz da CP acrescentou que, "nos restantes serviços realizaram-se 20% dos (comboios) previstos" e avançou que "estão a circular" cerca de 60 autocarros na região do Porto e "pouco mais de cem" em Lisboa, para suprir a falta de comboios. 

A greve convocada pelo Sindicato dos Maquinistas vai decorrer até quarta feira, entre as 5h30 e as 10h, em protesto contra o fecho "unilateral" de negociações salariais que estavam a decorrer com a CP, detalhou António Medeiros. 

Sindicato dos Maquinistas quer dialogar

O SMAQ exige a "reabertura do processo negocial, com as atualizações salariais e a negociação dos ganhos de produtividade que estava em curso". "Não aceitamos o fecho das negociações", insurgiu-se o sindicalista.

António Medeiros lembrou que, já depois do fecho das negociações com a CP, há três semanas, o Sindicato dos Maquinistas fez um acordo com a Metro do Porto, no dia 20, um "sinal de que é possível encontrar soluções" e que "a crise não é pretexto para se eliminarem negociações". 

Ana Portela contrapôs que "a CP nunca nega o diálogo com os sindicatos", mas "não pode é solicitar exigências que impliquem fortes aumentos da despesa com os salários, num cenário como que se vive atualmente". 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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