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Greve na TAP no fim do ano

Trabalhadores da TAP contestam a privatização da empresa

Luís Barra

Os doze sindicatos da TAP agendaram uma paralisação para os dias 27, 28, 29 e 30 de dezembro.

A plataforma sindical da TAP decidiu esta quarta-feira avançar com uma greve no período depois do Natal e antes do Ano Novo, entre os dias 27 e 30 de dezembro. Em causa está o protesto contra a privatização da empresa.

"Os sindicatos subscritores decidiram desencadear todas as ações necessárias e suficientes, com destaque para uma ação industrial contínua e coordenada para os próximos dias 27, 28, 29 e 30 de dezembro, para sensibilizar o Governo para a necessidade de travar o processo de privatização, oportunamente e nos termos anunciados", pode ler-se num comunicado enviado aos jornalistas.

Segundo a plataforma sindical, o Governo está a cometer um erro ao "excluir os trabalhadores do processo de reprivatização da TAP", além de ficar em causa "a continuidade dos Acordos de Empresa em vigor, os postos de trabalho, os direitos contratuais estabelecidos e a utilização do trabalho, como sucedeu na Ibéria, por via da redução e/ou da transferência da atividade para outro operador".

Defende que existem "alternativas viáveis" e que a privatização "nos termos anunciados pelo Governo, não garante o crescimento da atividade, nem a manutenção da TAP de hoje, nem o nível do emprego, nem as receitas fiscais e nem os fluxos turísticos no território nacional."

Acrescenta ainda que as "garantias invocadas pelo Governo, até este momento, não são credíveis, nem eficazes. O interesse nacional não é salvaguardado. Não há urgência em privatizar, tal como o ministro da Economia transmitiu no passado dia 5 de Dezembro, na Assembleia da República".

TAP ainda não recebeu pré-aviso de greve

Contactado pelo Expresso, o porta-voz da TAP André Serpa Soares disse não ter conhecimento da paralisação. "Ainda não recebemos até ao momento qualquer pré-aviso de greve, o mecanismo legal que está previsto".

O responsável sublinhou que não era esperada nenhuma greve nesse período, recusando-se a fazer mais comentários.  "Só soubemos pelas notícias que o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) abria a porta a essa hipótese e que estava agendada uma assembleia-geral. Mas não vamos comentar, nem falar sobre as consequências, até porque podem arrepender-se e voltar atrás", rematou.

A decisão da plataforma sindical da TAP de avançar com uma greve foi anunciada após uma assembleia-geral do Sindicato dos Pilotos de Aviação Civil realizada esta quarta-feira.