Expresso

Siga-nos

Perfil

Perfil

Economia

Greve dos pilotos de barra e trabalhadores de tráfego paralisa portos

  • 333

Os dois dias de greve são, para o sindicalista Carlos Coutinho, "particularmente complicados" numa altura em que existe uma grande afluência de cruzeiros aos portos nacionais.

Os portos portugueses estão totalmente paralisados desde as 0h de hoje devido à greve dos pilotos de barra e dos trabalhadores de tráfego, diz Carlos Coutinho, do sindicato Oficiaismar. "A informação que nós temos é de que os portos estão totalmente paralisados, quer os do continente quer os das regiões autónomas dos Açores e da Madeira", afirma o sindicalista em declarações à agência Lusa. 

Contactado pela Lusa, o presidente do Instituto Portuário e do Transporte remete para o final da manhã uma posição sobre este primeiro dia de greve.

Os dois dias de paralisação são, segundo Carlos Coutinho, "particularmente complicados" numa altura em que existe uma grande afluência de navios de passageiros (cruzeiros) aos portos nacionais.

"Esses navios são totalmente afetados por esta greve. Aliás, já foram afetados. Porque os operadores, muito antes das 0h de hoje, já fizeram alterações de escala e não vêm aos portos portugueses", explica o sindicalista. 

"Há muitos navios a procurar os portos nacionais. São muitas dezenas de escalas e têm uma importância muito grande para a economia nacional, para o comércio e para o movimento das próprias cidades. Porque estes navios trazem três, quatro, cinco mil pessoas", sublinha. 

Grande insatisfação

A greve dos pilotos de barra decorre entre as 0h de hoje e as 24h de terça-feira, seguindo-se, na quarta-feira, uma paralisação dos estivadores e, na sexta-feira e próxima segunda-feira, a paralisação dos trabalhadores das administrações portuárias.

Durante a greve dos pilotos de barra estão previstos serviços mínimos, que, segundo o sindicato, serão cumpridos em emergências e situações de socorro em que estejam em causa pessoas e bens.  

Segundo Carlos Coutinho, nesta altura "há uma grande insatisfação dos pilotos de barra e portos, independentemente da estrutura sindical que os representa", com as principais reivindicações dos trabalhadores a recaírem sobre a "segurança e a falta de efetivos". 

Mais greves agendadas

Os trabalhadores portuários iniciaram hoje um período de cinco semanas de greves, com diferentes datas por sindicato, jornada de luta que deverá ter forte impacto nos principais portos portugueses, à exceção do de Leixões.

O Governo assinou, na semana passada, um acordo com a União Geral de Trabalhadores (UGT), a Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários, a Associação dos Operadores Portuários dos Portos do Douro, Leixões e Lisboa, e o Grupo Marítimo-portuário Sousa, no qual, segundo Carlos Coutinho, a maioria dos trabalhadores não se revê. 

"O acordo que o Governo assinou é um simulacro de acordo porque não tem representatividade na base", defende.