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Grécia. Vem aí mais uma lista e mais um Eurogrupo

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O governo de Alexis Tsipras comprometeu-se a avançar com nova lista de medidas

FOTO JOHN THYS/AFP/Getty Images

Pouco (ou nada) muda. Reunião "a sete" mantém condições do acordo assinado a 20 de fevereiro. Grécia compromete-se a avançar com nova lista. Sem reformas não há dinheiro dos credores.

Merkel e Hollande tinham prometido que não haveria decisões no final da noite e a promessa foi, de facto, cumprida. Da reunião sai um discurso repetido, que mantém vivo o acordo assinado a 20 de fevereiro por todos os países da moeda única, os principais credores da dívida grega.

Diz o Presidente francês que o encontro teve, no entanto, o mérito de "insistir na aceleração do processo", mas mesmo essa mensagem não é nova. Na semana passada, na última reunião do ministros das Finanças do euro, o presidente do Eurogrupo lamentava a perda de tempo e a necessidade de avanços nas negociações.

No final da reunião informal desta quinta-feira, François Hollande deixou também claro que sem apresentação de reformas e a avaliação das mesmas, o Eurogrupo não vai desbloquear o dinheiro do programa de assistência financeira. "Quanto mais depressa forem conhecidas as reformas e trocadas as informações, mais depressa o Eurogrupo poderá tomar uma decisão", disse.

A mensagem é clara para um primeiro-ministro grego que tem os cofres praticamente vazios. Alexis Tsipras sai de Bruxelas com o compromisso de avançar, nos próximos dias, com uma lista de reformas - mais uma - que terá de ser "completa" e "específica".

À falta de margem de negociação, sobra-lhe o optimismo. "Estamos mais otimistas depois desta deliberação. Acho que todas as partes confirmaram a intenção de dar o seu melhor para ultrapassar as dificuldades da economia grega", disse Tsipras.

Ao governo grego cabe a iniciativa política das medidas mas, recorda Angela Merkel, estas têm de estar dentro do quadro do acordo com o Eurogrupo.

Na reunião, que durou três horas, estiveram também quatro outros presidentes: Jean-Claude Juncker (Comissão Europeia), Jeroen Disselbloem (Eurogrupo), Donald Tusk (Conselho Europeu) e Mario Draghi (Banco Central Europeu). O BCE continua decidido a não aceitar dívida grega como garantia, nem a aumentar o teto de emissão de bilhetes do tesouro. Fora de questão - para já - está ainda a devolução à Grécia de 1,9 mil milhões, referentes aos lucros que o sistema euro fez com a compra de dívida grega em 2014.

Fora do encontro, que decorreu no final dos trabalhos da Cimeira de líderes, ficaram 15 países da moeda única. Uma situação que não agradou a muitos, a começar pelos belgas. A apresentação da nova lista abre caminho para que um Eurogrupo extraordinário seja marcado em breve.