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Grécia: risco de bancarrota continua a agravar-se

Apesar do sucesso na colocação de bilhetes de Tesouro, Atenas viu ontem o risco de bancarrota piorar ligeiramente. O preço dos credit default swaps sobre a dívida soberana grega agravou-se 4% e a probabilidade de incumprimento manteve-se próxima de 28%. Hoje já atingiu os 28,9%

A Agência grega de gestão da dívida pública conseguiu ontem (13/04) realizar dois leilões de bilhetes de Tesouro arrecadando cerca de 1,6 mil milhões de euros. Foram duas operações inicialmente de 600 milhões cada uma que tiveram uma procura 7 vezes superior. Com prazos distintos - uns a 1 ano e outros a 6 meses - os bilhetes, segundo o The Washington Post, teriam sido colocados com taxas de juro de 4,85% e 4,55% respectivamente, valores mais baixos do que os que se temiam, mas quase o dobro do que se conseguira em 12 de Janeiro para operações similares.

Apesar deste sucesso, o risco de bancarrota não baixou no fecho em relação ao dia anterior e acabou por se situar próximo dos 28%, mantendo a Grécia em 5º lugar no clube dos de maior risco do mundo. A Grécia continua com uma probabilidade de incumprimento mais elevada do que o Iraque, o Dubai, a Islândia e a Letónia.

 Apesar de oscilações durante o dia, em que a probabilidade de default chegou a situar-se nos 26%, as dúvidas parecem continuar sobre a capacidade de solvência grega, mesmo apesar do guarda-chuva decidido pela União Europeia neste fim-de-semana que poderá permitir uma rede de segurança até 45 mil milhões de euros (30 mil milhões de origem europeia e 15 mil milhões provenientes do Fundo Monetário Internacional) durante o ano de 2010. Um montante que é superior aos 35 mil milhões que Atenas terá de ir buscar para financiamento da dívida soberana até final do ano.

As necessidades de curto prazo do Tesouro grego até final de Maio rondam os 11,6 mil milhões de euros. Um novo teste aos mercados financeiros deverá ocorrer ainda durante o final de Abril com uma operação de colocação de 5 a 10 mil milhões de dólares junto de investidores americanos.

Um efeito colateral destas oscilações gregas, foi o agravamento do risco de default por parte de Portugal, que se distanciou da Irlanda (que tem conseguido diminuir o risco nos últimos dias), estando, ontem (13/04), nos 12,8%, e da Espanha, que se distanciou de Itália, tendo atingido os 10,91%. A Irlanda conseguiu ontem baixar o risco para menos de 12% e a Itália para próximo dos 10%. Hoje, Portugal subiu para um risco de 13,3% e a Espanha para 11,3%