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Grécia mantém risco de bancarrota elevado

Apesar da revelação das decisões tomadas este fim-de-semana pelos ministros das Finanças europeus, a probabilidade de incumprimento da dívida por parte dos gregos continua alta. O país continua em 5º lugar no clube dos de maior risco do mundo

Na sexta-feira passada, a preparação da reunião do Ecofin de Madrid, que começa na próxima quinta-feira, e as declarações do presidente do Banco Central Europeu, travaram a escalada do risco de bancarrota grega, que chegou aos 33%, tendo descido, depois, para próximo dos 30%, como o Expresso noticiou. Durante o fim-de-semana, uma conferência telefónica entre os ministros das Finanças europeus permitiu a aprovação dos montantes da contribuição europeia e da taxa de juros, no caso de os gregos solicitarem apoio.

Estas acções de vontade política europeia surtiram efeito durante a manhã de ontem (12/04) e o risco de bancarrota grega prosseguiu em tendência de baixa, situando-se nos 25%, o que levou a que a Grécia descesse no clube dos de maior risco do 5º lugar para o 7º lugar, passando a estar atrás, de novo, do Iraque e do Dubai.

Contudo, durante a tarde, a tendência inverteu-se e o risco de bancarrota voltou a subir, para um patamar acima dos 27%, o que voltou a colocar a Grécia em 5º lugar no clube de má fama.

Estas oscilações são sintoma de uma situação ainda volátil com grande incerteza neste mercado relacionado com a dívida soberana. As expectativas mantêm-se para o dia de hoje (13/04) quando se aguarda um leilão de obrigações por parte do governo grego.