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Grécia admite novas medidas de austeridade

Governo grego poderá aprovar novas medidas de austeridade, mas ainda é cedo para fazer uma avaliação" porque há "reuniões importantes que estão pendentes", afirmou um porta-voz do executivo.

O Governo grego pode vir a aprovar ainda mais medidas de austeridade com o objetivo de evitar a falência do país, admitiu hoje um porta-voz do executivo de Papandreou. "As negociações [com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional] estão em andamento e estão abertas a todos os cenários, dada a atual situação económica", disse o porta-voz oficial do Governo, Ilias Mosialos, em entrevista hoje ao canal "Skai". No entanto, Mosialos afirmou que "ainda é muito cedo para fazer uma avaliação" uma vez que há "reuniões importantes que estão pendentes", com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). O primeiro-ministro grego, o socialista George Papandreou, reúne-se esta terça-feira em Berlim com a chanceler alemã, Angela Merkel, enquanto o ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, fará o mesmo hoje em Washington com a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde.

No que respeita à entrega em outubro de uma nova tranche de oito mil milhões de euros, Mosialis afirmou que o executivo helénico aprovou, como previsto, "leis para implementar as medidas [de austeridade] anunciadas" pelo que, assegurou, "não haverá nenhum problema com a sexta parcela" do empréstimo internacional aprovado em 2010.

Empréstimo de oito mil milhões de euros

Na quarta-feira, o Governo de Atenas aprovou o "despedimento técnico" de 30 mil funcionários públicos até ao final do ano, novos cortes nas pensões acima dos 1.200 euros e nas pensões dos beneficiários com menos de 55 anos, bem como a redução do limiar mínimo de isenção de impostos. Estas medidas ainda têm de ser aprovada pelo Parlamento, provavelmente em finais de outubro ou inícios de novembro, num debate que se anuncia difícil. Há discórdia mesmo entre os deputados do partido que suporta o Governo, o Pasok. A entrega pela UE e pelo FMI dos oito mil milhões de euros é essencial para a Grécia continuar a pagar as pensões e os salários dos funcionários públicos a partir de outubro. "Os salários e as pensões serão pagos com a condição de que o Parlamento helénico aprove as alterações às leis correspondentes", disse Mosialos. "O principal dever dos deputados do partido socialista Pasok é a permanência da Grécia no núcleo duro da zona euro", afirmou o porta-voz, reiterando uma vez mais a necessidade de aprovar essas medidas de modo a evitar uma bancarrota do país.