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Governo vai reforçar saídas da Função Pública

Cortes na despesa do Estado vão passar pelo reforço da redução dos trabalhadores da Função Pública.

O ministro das Finanças quer ultrapassar o número de funcionários públicos a dispensar até 2014 e que foi estabelecido com a "troika", mas não necessariamente para o dobro como avança a imprensa, disse hoje fonte governamental. "O Governo vai procurar, de facto, reforçar a redução dos trabalhadores da função pública", disse fonte do ministério das Finanças. O "Diário Económico" noticia hoje que "o Governo pretende aumentar a meta da redução de funcionários públicos de um para dois por cento ao ano até 2014, o que significa que terão de sair anualmente da administração central do Estado cerca de dez mil trabalhadores". No entanto, a mesma fonte ressalvou que esse reforço não é linear e pode variar de ano para ano, tendo em conta o número de reformados que saem da administração pública.Lembrando que o memorando da "troika" prevê uma redução de dois por cento na administração local e regional e de um por cento na administração central, a fonte disse que o que o "Governo procura é reforçar o que está previsto, sendo que esses números (um e dois por cento) são uma referência".

Vítor Gaspar fala hoje à tarde

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, vai esta tarde em conferência de imprensa apresentar os contornos do documento aprovado na terça-feira em Conselho de Ministros, e que define a estratégia económica e orçamental para os próximos três anos.

O documento resulta do acordo de assistência financeira assinado com o Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia, e terá de especificar "as previsões económicas e orçamentais de médio prazo a quatro anos, as análises de apoio e os pressupostos subjacentes, bem como os custos de novas decisões políticas". As novas metas económicas e orçamentais serão, assim, conhecidas a tempo de o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, as apresentar aos seus parceiros europeus, com quem vai reunir-se esta semana, e de serem levadas pelo ministro das Finanças ao Ecofin de quinta-feira.