Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Governo vai reavaliar obras públicas

O Governo está a analisar os projetos de obras públicas menos prioritários, com vista a aliviar o esforço financeiro do Estado. 

O ministro das Finanças afirmou hoje que o Governo está a identificar projetos de obras públicas que sejam menos prioritárias e que não constituam ainda compromissos assumidos pelo Estado para "aliviar" encargos financeiros.      A posição de Teixeira dos Santos foi assumida no final do Conselho de Ministros, numa conferência de imprensa em que se recusou a especificar que projetos de obras públicas poderão estar em causa.     Interrogado se o Governo admite suspender a construção de algumas obras públicas já projetadas, o ministro de Estado e das Finanças frisou que, "em relação a projetos a que não sejam compromissos ainda assumidos pelo Estado, como concursos em preparação, o ministro das Obras Públicas [António Mendonça] está já há muito tempo a trabalhar no sentido de se atender às atuais circunstâncias [económicas e financeiras]".  

Aliviar esforço financeiro 

Ou seja, segundo Teixeira dos Santos, haverá um trabalho de identificação para aferir quais os projetos "centrais" e utilizar-se-á "toda a margem de manobra disponível para se poder aliviar e reduzir a exigência financeira desses projetos".     No entanto, o ministro das Finanças recusou-se ao longo da conferência de imprensa a especificar que projetos de obras públicas poderão ser suspensos, eliminados ou alterados, remetendo sempre essa matéria para António Mendonça.

Pinhal Interior já adjudicado

  Confrontado com notícias de que o Governo já teria fechado contrato com a empresa Mota Engil para a construção da subconcessão rodoviário do Pinhal Interior, no valor de cerca de 1,4 milhões de euros, o ministro de Estado e das Finanças alegou que o Estado já tinha procedido a uma adjudicação, havendo, como tal, um compromisso.     "O Estado deve honrar e respeitar os seus compromissos. Renegar esses compromissos, em vez de poupar dinheiro, poderia fazer com que o Estado gastasse mais dinheiro, depois de ser demandado em tribunal", alegou Teixeira dos Santos.        *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.