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Governo lamenta contraproposta dos sindicatos da TAP. "Fere o princípio de acordo entre as partes"

O processo de privatização da empresa, sustenta Sérgio M onteiro, é a única forma para que a TAP continue a existir sem ser reestruturada

Tiago Miranda

Plataforma sindical diz que só suspende a greve se a privatização for interrompida. Secretário de Estado dos Transportes reitera que a privatização é a única forma de não reestruturar a TAP, o que resultaria numa redução da atividade e em despedimentos. 

"Foi-nos dito que a privatização não estava em causa, mas sim a defesa de interesses específicos dos trabalhadores que pudessem ser acomodados no caderno de encargos da privatização. Foi confiando nesse princípio e de boa-fé que o Governo fez uma proposta de constituição de um grupo de trabalho, que iria trabalhar com base nessas preocupações", afirmou esta terça-feira Sérgio Monteiro, depois de, na sexta-feira, o Governo ter reunido com os sindicatos da TAP que convocaram uma greve de quatro dias para o final do ano.

O secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações sublinha que passaram três dias desde que esse compromisso foi assumido e que segunda-feira, ao final da tarde, o Governo recebeu um memorando dos sindicatos que abria portas à suspensão da greve, mas somente se o Governo interrompesse o processo de privatização da empresa.

Sérgio Monteiro diz que o memorando "fere o princípio de acordo entre as partes" e conclui que "os sindicatos não estão interessados em continuar com o processo negocial", nem em "suspender o pré-aviso de greve".

O processo de privatização da empresa, sustenta o governante, é a única forma para que a TAP continue a existir sem ser reestruturada. "O governo lamenta profundamente esta decisão dos sindicatos", fazendo votos de que possam "rever essa posição".