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Governo do Syriza avança com primeira privatização

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A agência helénica de privatizações convocou a empresa privada de jogos OPAP para assinar a 24 de abril o contrato de licenciamento do jogo de apostas em corridas de cavalos.

A HRADF, a agência estatal de privatizações da Grécia, marcou para dia 24 de abril - por coincidência o dia da reunião informal do Eurogrupo (órgão dos ministros das Finanças da zona euro) em Riga - a assinatura do contrato de licenciamento exclusivo por 20 anos dos jogos de apostas em corridas de cavalos com a principal empresa privada de jogos do país, a OPAP Investment Ltd, anunciou a Reuters. A OPAP ganhara o concurso lançado pelo anterior governo, tendo oferecido 40 milhões de euros (quase oito vezes mais do que um outro concorrente desclassificado).

É o primeiro fecho de contrato de privatização - no caso de licença de jogos, que estava em mãos de uma entidade pública, a ODIE - que o novo governo liderado pelo Syriza concretiza. A própria OPAP Investment Ltd é fruto da privatização em 2013 da original OPAP (Organização Helénica de Prognósticos de Futebol) que detinha o monopólio da lotaria e das apostas desportivas, adquirida por um grupo de investidores checos, eslovacos, gregos e russos, incluindo o grupo bancário russo ICT. Entre os investidores gregos consta o oligarca dos petróleos Dimitris Melissanidis. O Syriza antes de ganhar as eleições em janeiro criticou a privatização da OPAP como "um crime nacional" e um escândalo financeiro.

Na última lista de medidas de reformas enviada pelo ministro das Finanças grego ao Eurogrupo consta o objetivo em 2015 de obtenção de receitas pelo Estado a partir do fecho de contratos de privatização num montante de 1,5 mil milhões de euros.

As fatias de leão das privatizações na calha em 2015 são a venda de 67% de participação no cais 1 do porto do Pireu gerido pela Autoridade pública do estratégico porto grego - em que está interessada a poderosa COSCO  Pacific chinesa que já opera os cais 2 e 3 do porto desde 2008 - e o licenciamento de 14 aeroportos regionais a uma joint-venture liderada pelo operador aeroportuário alemão Fraport.

Apesar das polémicas públicas sobre privatizações dentro da coligação que suporta o governo de Alexis Tsipras, Atenas afirmou que honraria os contratos em curso. Na estratégia do governo está a opção por favorecer joint-ventures com os interessados estrangeiros e manter uma posição acionista mínima para garantir os direitos dos trabalhadores e o financiamento da segurança social.